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16 de maio de 2013

Ainda a propósito do dia da Mãe

Encontrei este texto no blogue Criar com Tecidos, um blogue que sigo e que tem ideias muito giras para fazer, lá está, com tecidos.
É um ponto de vista bem realista sobre o que é ser mãe.

 "“MÃE É MÃE: mentira !!!
Mãe foi mãe, mas já faz um tempão!
Agora mãe é um monte de coisas: é atleta, atriz, é superstar.
Mãe agora é pediatra, psicóloga, motorista.
Também é cozinheira e lavadeira.
Pode ser política, até ditadora, não tem outro jeito.
Mãe às vezes também é pai.
Sustenta a casa, toma conta de tudo, está jogando um bolão.
Mãe pode ser irmã: empresta roupa, vai a shows de rock pra desespero de algumas filhas, entra na briga por um namorado.
Mãe é avó (oba, esse é o meu departamento!): moderníssima, antenadíssima, não fica mais em cadeira de balanço, se quiser também namora, trabalha, adora dançar.
Mãe pode ser destaque de escola de samba, guarda de trânsito, campeã de aeróbica, mergulhadora.
Só não é santa, a não ser que você acredite em milagres.
Mãe já foi mãe, agora é mãe também.

MÃE É UMA SÓ: mentira !!!
Sabe por quê?
Claro que sabe!
Toda criança tem uma avó que participa, dá colo, está lá quando é preciso.
De certa forma, tem duas mães.
Tem aquela moça, a babá, que mima, brinca, cuida.
Uma mãe de reserva, que fica no banco, mas tem seus dias de titular.
E outras mulheres que prestam uma ajuda valiosa.
Uma médica que salva uma vida, uma fisioterapeuta que corrige uma deficiência, uma advogada que liberta um inocente, todas são um pouco mães.
Até a maga do feminismo, Camille Paglia, que só conheceu instinto maternal por fotografia, admitiu uma vez que lecionar não deixa de ser uma forma de exercer a maternidade.
O certo então, seria dizer: mãe, todos têm pelo menos uma.

SER MÃE é PADECER NO PARAÍSO: mentira!
Que paraíso, cara-pálida?
Paraíso é o Taiti, paraíso é a Grécia, é Bora-Bora, onde crianças não entram.
Cara, estamos falando da vida real, que é ótima muitas vezes, e aborrecida outras tantas, vamos combinar.
Quanto a padecer, é bobagem.
Tem coisas muito piores do que acordar de madrugada no inverno pra amamentar o bebê, trocar a fralda e fazer arrotar.
Por exemplo?
Ficar de madrugada esperando o filho ou filha adolescente voltar da festa na casa de um amigo que você nunca ouviu falar, num sítio que
você não tem a mínima idéia de onde fica.
Aí a barra é pesada, pode crer…


MATERNIDADE é A MISSÃO DE TODA MULHER: mentira !!!
Maternidade não é serviço militar obrigatório!
Como já disse o Vinicius: filhos, melhor não tê-los, mas se não tê-los, como sabê-los?
Vinicius era homem e tinha as mesmas dúvidas.
Não tê-los não é o problema, o problema é descartar essa experiência.
Como eu preferi não deixar nada pendente pra a próxima encarnação, vivi e estou vivendo tudo o que eu acho que vale a pena nesta vida mesmo, que é pequena mas tem bastante espaço.
Mas acredito piamente que uma mulher pode perfeitamente ser feliz sem filhos, assim como uma mãe padrão, dessas que têm umas seis crianças na barra da saia, pode ser feliz sem nunca ter conhecido Paris, sem nunca ter mergulhado no Caribe, sem nunca ter lido um poema de Fernando Pessoa.
É difícil, mas acontece.

MAMÃE, EU QUERO: verdade!
Você pode não querer ser uma, mas não conheço ninguém que não queira a sua.”
Esse texto foi escrito por alguém. Mas por quem? Está na Internet sem os créditos. Se você for o autor dessa maravilha, entre em contato para que eu possa ter a satisfação de mencionar você aqui."

9 de maio de 2013

Dia da Espiga

Hoje é dia da espiga e lembro-me de, em criança, adorar ir à espiga. Morava no campo nessa altura. Depois vim morar para a cidade e como não tinha meios para ir aos arredores, perdi essa ligação. Mas desde que os meus filhos foram para a creche, começaram a ir à espiga com os colegas e voltou o bichinho de ir ao campo apanhar o raminho.
É pena hoje estar farrusco, não sei se conseguem ir apanhar a espiga, pela escola, mas no sábado, se estiver bom tempo, lá vamos nós.
Por isso, se alguém quiser ir à espiga, o ramo é composto por:
trigo - representa o pão
malmequer branco - prata
malmequer amarelo - ouro
papoila - amor, vida (por causa do vermelho sangue)
ramo de oliveira - paz
videira - alegria (vinho ;) )
alecrim - saúde


Este ramo deve ser pendurado atrás da porta da entrada para atrair só coisas boas e deve ser substituído no ano seguinte pelo ramo novo.
Penso não me ter esquecido de nada.
Bom dia da Espiga!!

8 de maio de 2013

Ainda as princesas...

À noite, em casa, diz-me a minha filha:
"Olha mãe, afinal quero um bolo das princesas porque eu sou uma princesa"

O que vale é que é só em Junho, até lá ainda pensamos noutra coisa qualquer...

Por agora temos o aniversário do mano daqui a 2 semanas.

7 de maio de 2013

Coisas de princesas

Conversa com a minha filha que vai fazer 4 anos:
-"Então, filhota, queres um bolo das princesas para os teus anos"

-" Não, quero um bolo "monster high"!"


Pronto, agora as princesas são outras...

26 de abril de 2013

Bichos da seda - parte II

Já temos casulos!! Como são 10 bichinhos e a caixa só tem 4 cantos (eles gostam de fazer casulos em cantos e esquinas) fui buscar uma caixa de ovos, cortei uns bocados e pus na caixa. Já estão a usar. E já sei o que fazer com os bichinhos que nascerem: devolvo ao dono inicial que faz criação. É que estava-me a custar pensar em matar as criaturas. Estou a ficar lamechas com a idade, só pode.

24 de abril de 2013

Temos moradores novos cá em casa. São 10, pequeninos em tamanho mas grandes na sua espécie. Comem que só visto e vivem numa caixa de sapatos. Já cá estão desde 6ª feira. Era para terem vindo na 5ª mas ficaram esquecidos pelo "pai" na escola. Agora, a preocupação cá em casa é "onde arranjar folhas de amoreira"? Já adivinharam? Isso, cá em casa moram bichinhos da seda. O que vou fazer com eles? Não faço ideia. Deixo continuar a criação? Não me parece. Isso de as fêmeas porem centenas de ovos não me parece boa notícia (para mim). Lá chegaremos. Por enquanto, já descobri onde há amoreiras aqui no burgo e se quiserem saber quem sou eu, sou a maluca ao saltos na avenida para chegar às folhas!!
Fazemos cada figura triste pelos filhos!

17 de abril de 2013

Ontem fiz anos e esta foi a prenda dos meus filhos:


Obrigada, coisas boas da mãe :) :)

12 de abril de 2013

4 de abril de 2013

As minhas Ternuras

Aos poucos vou actualizando a minha página no facebook


Capa em tecido, com elástico, para agenda ou caderno A5



Bolsinha porta-lenços


 Carteira para documentos


2 de abril de 2013

Coisas que eu faço... para os filhos

Vi a ideia na net, não me lembro onde:


1 caixa de marcadores

1 caixa vazia e rolos de papel higiénico

Papel de embrulho, cola

"Este macadói vai p'aqui, este macadói vai p'aqui, este macadói vai p'aqui, ..." (a mãe já volta para tirar a foto final)

Tcharam...

15 de março de 2013

Estava eu aqui sossegadita a navegar na net trabalhar, quando chega uma colega. Levantei-me para ir ter com ela à porta e diz-me ela "tás mais magra". Oh pá, fiquei tão contente. Não sou neurótica com o peso, mas tenho-o em excesso e como passo o dia todo sentada, ele tem tendência a aumentar.
Mas de há uns meses para cá tenho tido mais cuidado com a alimentação, como sempre a sopa no início da refeição, noto que as porções do 2º prato já diminuíram, bebo água durante o dia, faço lanches a meio da manhã e da tarde sempre que possível e com fruta ou iogurte, frutos secos, umas bolachas integrais. Claro que às vezes a coisa descarrila, mas no geral tenho tido cuidado. Não me tenho pesado porque a balança lá de casa ficou sem pilhas e porque não gosto de me pesar na farmácia porque ficam todos a saber e ninguém tem nada com o meu peso. E assim não entro em paranóia.
Fazer exercício tem sido complicado, ainda não consigo me organizar nesse sentido, mas sempre que posso ando a pé. Ainda hoje deixei o carro em casa dos meus pais (os meus filhos ficam lá depois da escola) e vim a pé para o trabalho, são 10 minutos de caminhada para cada lado e com o passeio a seguir ao almoço, sempre é melhor que nada.
Mas voltando ao início deste post, fiquei tão contente!! É uma perda lenta, mas espero que eficaz. E se conseguir manter e melhorar os bons hábitos, espero que definitiva.

8 de março de 2013

Para reflectir

Hoje li isto no facebook:

UM PUNHADO DE SAL

"O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d'água e bebesse.
- Qual é o gosto? - perguntou o Mestre.
- Ruim. - disse o jovem sem pensar duas vezes.
O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse junto com ele ao lago. Os dois caminharam em silêncio, e quando chegaram lá o mestre mandou que o jovem jogasse o sal no lago. O jovem então fez como o mestre disse.
Logo após o velho disse:
- Beba um pouco dessa água.
O jovem assim o fez e enquanto a água escorria do queixo do jovem o Mestre perguntou:
- Qual é o gosto?
- Bom! - o jovem disse sem pestanejar.
- Você sente o gosto do sal? - perguntou o Mestre.
- Não. - disse o jovem.
O Mestre então sentou ao lado do jovem, pegou em suas mãos e disse:
- A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido de tudo o que está a sua volta. É dar mais valor ao que você tem em detrimento do que ao que você perdeu. Em outras palavras: É deixar de ser copo, para tornar-se um Lago."

Dia Internacional da Mulher

Ia escrever muita coisa sobre o dia da Mulher que devia ser todos os dias e blá, blá, blá... Mas o que importa neste dia, e em todos os outros, são as mulheres que ainda não conseguiram ter os seus direitos assegurados, seja na vida pessoal, seja na vida profissional. E por isso lembro aqui a origem desse dia.

PORQUÊ O DIA 8 DE MARÇO
Neste dia, do ano de 1857, as operárias têxteis de uma fábrica de Nova Iorque entraram em greve, ocupando a fábrica, para reivindicarem a redução de um horário de mais de 16 horas por dia para 10 horas. Estas operárias que, nas suas 16 horas, recebiam menos de um terço do salário dos homens, foram fechadas na fábrica onde, entretanto, se declarara um incêndio, e cerca de 130 mulheres morreram queimadas. Em 1910, numa conferência internacional de mulheres realizada na Dinamarca, foi decidido, em homenagem àquelas mulheres, comemorar o 8 de Março como "Dia Internacional da Mulher". De então para cá o movimento a favor da emancipação da mulher tem tomado forma, tanto em Portugal como no resto do mundo.

O QUE SE PRETENDE COM A CELEBRAÇÃO DESTE DIA
Pretende-se chamar a atenção para o papel e a dignidade da mulher e levar a uma tomada de consciência do valor da pessoa, perceber o seu papel na sociedade, contestar e rever preconceitos e limitações que vêm sendo impostos à mulher. 

Um bom dia para todos, homens e mulheres.

7 de março de 2013

As Ternuras da Cristina

Nasci agora. Querem visitar-me?

Coisas de crianças e sopa

Quando a barriga da sopa está cheia (porque também há a barriga do jantar que às vezes enche logo e a barriga da sobremesa que está sempre vazia, sem falar da barriga do iogurte, do chocolate, etc.), começam as negociações:
-Não quero mais sopa...
- Só mais duas colheres!
- Já comi as duas colheres...
- Não vi! Repete para eu ver.
- ...
- Foram duas colheres muito mal cheias, não tinham sopa nenhuma! Vá, mais duas colheres bem cheias (já conto 6 ou estou enganada?)

Lá em casa são só mais duas colheres para acabar a sopa, mas têm que ser bem cheias e como a mãe está sempre a olhar para outro lado nem sempre vê se está bem cheia e tem que se repetir... Mas são só mais duas...
Eu vou parar ao inferno por estar a enganar as crianças!!!

4 de fevereiro de 2013

Quando Isabel Jonet disse que tínhamos de nos convencer que não podíamos comer bife todos os dias, não me ofendi apesar de não comer bife todos os dias. Percebi o que ela quis dizer, o país estava habituado a viver acima das suas possibilidades, não eu, não tu, ninguém em específico, mas muita, muita gente, senão não haveria o problema do sobreendividamento das famílias.
Quando a "Pepa" disse que gostaria de ter uma mala Chanel, também não levei a mal, uma vez que sonhar ainda não é crime e ela até trabalha para se sustentar. Se quer gastar 3000 eur numa mala, desde que não o tenha roubado, o problema é dela. Também não gosto que me venham dizer como gastar o meu dinheiro, uma vez que não o pedi a ninguém, trabalho para o ter e privo-me de muitas coisas, para que o essencial não falte.
Agora, as palavras do sr. Ulrich, essas já me ofendem. É um presidente de um banco com apoios do estado, logo que usa o meu dinheiro, que teve lucros exorbitantes e que ainda não pagou ao estado o empréstimo (diz que vai), que ganha balúrdios de dinheiro ao fim do ano, e que se vem comparar aos sem-abrigo que o são por falta de alternativa. Não gostei.  Se calhar estou a interpretar mal as palavras dele, mas não me parece.

30 de janeiro de 2013

Diário de uma criança à beira do nervoso miudinho - Eduardo Sá

Vi este texto na net e posso dizer que fiquei mal-disposta. Infelizmente revi-me em muitas situações que são aqui mencionadas e fiquei muito triste por pensar que os meus filhos se podem sentir assim. É muito importante tentarmos ver as coisas pela perspectiva deles. Para mim, é mais um alerta para mudar de atitude! O texto é longo, mas vale a pena ler!

"Diário de uma criança à beira do nervoso miudinho - Eduardo Sá

  Os pais não servem como despertador. Adormecem de manhã, como todos nós, mas, ao mesmo tempo que levantam a persiana e nos chamam «Meu querido» e coisas assim, querem que, entre a cara lavada e os cereais despachados, façamos dos 0 aos 100 em poucos... minutos.

Entretanto, como convém às pessoas ponderadas, e paramos de nos vestir para pensarmos na vida, eles sofrem de hiperatividade e, em jeito de ameaça, gritam qualquer coisa do género: «Eu juro que me vou embora, e deixo-te aqui!» (que era tudo o que eu mais queria!).

Os pais servem, também, para nos tirar a boa-disposição, antes do trabalho. Enquanto só não chamam «boas pessoas» a todos os senhores automobilistas que, segundo eles, estavam bem era dormir, ouvem (de meia em meia hora!) as mesmas notícias, atendem o telefone, olham 30 vezes para o relógio, melindram-se com a nossa cara de segunda-feira e, sempre que dizem, com voz de pateta: «Quem é o meu tesouro, quem é?», quem faz as contra-ordenações perigosas somos nós!

Os pais servem para imaginar que todas as crianças, ao chegarem à escola, são campeãs de felicidade.

E que nunca nos apetece mandar a nossa professora para a... biblioteca, de castigo, enquanto ela pensa se não será feio mentir (sempre que grita connosco, quando garante, aos nossos pais, que é só doçuras e meiguices...).

Os pais servem, também, para nos ir buscar à escola. E nisso escapam! Mas, independentemente de nos apetecer limpar o pó ao mundo, perguntam (todos os dias!): «Correu bem a escola? e O que foi o almoço?», com tantos pormenores, e no meio de tanta inquietação, que nos provocam brancas e nos levam ao stresse.

Os pais servem para nos deixar nos tempos livres. E, quando pensávamos que podíamos brincar à vontade, (ou não são os tempos... livres?) descobrimos que eles só podem ter sido levados ao engano porque, afinal, nos obrigam a estar, mais uma vez, quietos e calados. E, pior, quando estamos prontos a pedir o livro de reclamações, ora nos castigam com trabalhos de casa ora nos põem, sentadinhos, a ver os mesmos desenhos animados tantas vezes, que nós achamos que isso deve servir para aprendermos a contar até... 100.

Mas os pais servem, também, para trabalhar para a nossa formação desportiva e para o lazer. Quando chegamos à natação, gritam quando não nos queremos despir ali, à frente de toda a gente. Acham que não podemos brincar nem nos balneários nem na piscina. E gritam, outra vez, quando insistimos que os avós e os acompanhantes das outras crianças não deviam saber em que preparos viemos ao mundo.

Os pais servem, também, para zurzir no nosso lado bem-disposto, quando (de regresso ao carro) nos mandam cumprimentar a prima Maria da Glória que, em vez de nos dizer «Olá», delicadamente e com maneiras, nos esborracha contra ela e nos lambuza e, enquanto nos despenteia, duma ponta à outra, nos ofende, de cada vez que diz: «Ai, meu filho, o teu rapaz está tão crescido!....» (Meu filho?... Mas o pai bateu com a cabeça? Então, maltratam-lhe o filho, em vez de lhe darem um beijo transformam-no em algodão doce, e ele, ainda por cima, sorri e agradece?...)

Quando, finalmente, entramos em casa e estamos prontos para descansar, os pais servem para nos dizer, contra todas as nossas expectativas: «Primeiro, fazes os trabalhos de casa. Só depois brincas».

E servem para azedar a nossa boa disposição quando, logo a seguir, tratam, como se fosse contrafação, os pacotes de leite, as embalagens de bolachas e as caixinhas com os presentes da Happy Meal que, carinhosamente, tínhamos a dormir ao pé de nós.

Os pais servem para escandalizar, todos os dias, a nossa paciência, ao jantar. Começam por nunca respeitar o nosso: «Já vou!». Vendem-se à publicidade enganosa de cada vez que acham que a sopa de cenoura «faz os olhos bonitos». Servem-nos ervilhas e, carinhosamente (como quem não está muito seguro do produto que promove), chamam-lhe «bolinhas».

E nunca se cansam de nos dizer que a fruta faz bem!

E, quando o dia não pára de nos surpreender, os pais servem para dizer, todos os dias: «A partir de hoje... tu vais ver!».

E, sempre que estão chateados com o trabalho, para reclamar. Assim: «Ah queres fazer uma birra? Pois vamos ver quem faz a birra maior!...»

E, quando querem quebrar a monotonia dos nossos dias, os pais, servem para pronunciar com alma cada palavra, quando nos estragam com meiguices: «Qualquer dia... eu emigro! Para muito longe! E quero ver como é que vocês se safam!».

Com dias assim, em que o pai e a mãe fazem de Capitão Gancho, quem não se rende à canseira e adormece antes do fim de cada história? E quem é que não cede ao nervoso miudinho e não acorda, a meio da noite, com os nervos em franja? E quem é que não ficaria desolado, no meio de toda a energia renovável que eles têm, quando perguntam com quem estávamos a sonhar (e nós, não podendo dizer que era com eles), respondemos que temos medo é... do Papão!

Nós gostamos dos pais. Desconfiamos que eles imaginam que passam pouco tempo connosco mas, se for para isto, não temos coragem para os contrariar. Afinal, nós sabemos que todas as pessoas de coração grande têm a cabeça quente.

E nunca pomos em dúvida que só o amor importa. Só não entendemos porque é que os pais tenham de ser esta canseira!

E achamos que, desta maneira, eles nos fazem nervoso miudinho.

Eduardo Sá

in paisefilhos.pt "

16 de janeiro de 2013

Compro ou não compro? Não compro!

Estava eu aqui a visitar blogues que sigo, e vejo este livro


Cusca como sou, fui logo à procura dele.
1º só se vende no site da Burdastyle. Ok, fiz o registo.
2º custa 12,90€. Humm, será que vale a pena?
3º Ah, os portes são 7€. Eh lá..
4º Opções de pagamento: Visa ou Paypal. Posso usar o MBnet para fazer o pagamento, mas teria que ir à procura dos códigos e registar não sei onde e coisas e coisas.
5º Mas eu preciso mesmo do livro?? Deve ser giro, o preço do livro nem é caro (sem portes). E o número de páginas? Se calhar ainda me sai um folheto.
6º pensa bem, Cristina, com tanto livro e revista de costura que já herdaste (volta e meia a minha mãe faz limpeza às estantes), precisas mesmo deste?

'Tá decidido. Até porque os portes tiraram logo o encanto.

Coisas para começar o ano bem

Este ano ainda agora começou, mas já me trouxe muitas coisas novas. Demais. Acabei o ano e comecei o ano com problemas na vesícula e agora estou em casa com uma otite. Ia dizer que era a primeira da minha vida mas acabei de me lembrar que em criança tinha bastantes. Mas há mais de 30 anos que não tinha uma!
Depois de 3 dias de cama por causa da gripe e uma vez que isto não passava só com Brufen, lá fui à consulta para me passarem um antibiótico. Apesar de só ter sido atendida 1 hora depois da hora marcada, a médica foi uma simpática e recomendou-me que usasse pouco o ouvido. Doutora, eu tenho 2 crianças em casa. Como é possível usar pouco os ouvidos quando elas têm sempre o volume no máximo? E como também me afecta a garganta, mal consigo falar, quanto mais ralhar. Está aqui uma coisa jeitosa, está!