22 de dezembro de 2010

Boas Festas para todos!!!!

A todas as pessoas que me seguem, que por aqui passam, que me deixam comentários e às novas amigas que ganhei aqui, desejo que tenham um Feliz Natal e que o novo ano vos traga só coisas boas.
Gostaria de visitar os vossos cantinhos um por um e deixar lá os meus votos, mas o tempo é muito curto e não estou a conseguir cumprir esse objectivo. Assim, desta maneira, espero chegar a todos com muito carinho.
Nesta altura de crise, o mais importante são os afectos e espero que possam passar esta época com as pessoas que vos são mais importantes. Por mim, estou a preparar-me para ter a casa cheia de família e amigos. Ainda falta acabar de preparar algumas prendinhas, mas até lá fica tudo pronto.
Este ano dediquei-me a preparar licores, temperos, biscoitos, bolsinhas, coisas que vi por aí nos blogues que visito mas que ainda não tive oportunidade de mostrar aqui mas que fica já prometido para breve.

Para todos, um abraço grande de amizade e BOAS FESTAS!!!!

3 de dezembro de 2010

O que eu queria mesmo no Natal...

É que já fosse Primavera...
Ou então que o chefe me deixasse trazer as pantufas e a manta.

29 de novembro de 2010

Assim que a Sara chega...

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A primeira coisa que faz é tirar o gorro e o casaco. A seguir vai buscar a chucha, o chapéu e a colher. Pronto, a minha filha chegou a casa.
Daqui a pouco é hora do banho, jantar e cama. Para dormir não pode faltar a chucha, o peluche (um rato Mickey quase do tamanho dela) e... o chapéu.

26 de novembro de 2010

Os extras da EDP

Vamos assinar esta petição, vamos??

Eu já assinei!

23 de novembro de 2010

Livro da Maizena

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Telefonei, deram-me a referência para fazer o pagamento e já cá está. Agora falta arranjar um tempinho para começar a experimentar.

21 de novembro de 2010

É Natal, é Natal...

Ainda não é, falta pouco mas hoje decidi mudar o visual para estar de acordo com a época.
Bom fim de semana.

19 de novembro de 2010

O único defeito das mulheres

Recebi de uma amiga esta mensagem por e-mail:

Quando Deus fez a mulher, já estava a trabalhar há seis dias consecutivos.
Apareceu um anjo que lhe perguntou:
'Deus, porque estás a perder tanto tempo com esta criação?'

Ao que Deus respondeu:
'Já viste a minha lista de especificações para este projecto? Ela tem que ser completamente lavável, mas sem ser de plástico, tem mais de 200 partes móveis, todas substituíveis, e é capaz de sobreviver à base de coca-cola light e restos de comida, tem um colo capaz de segurar em quatro crianças ao mesmo tempo, tem um beijo capaz de curar qualquer coisa desde um arranhão no joelho a um coração ferido e faz isto tudo apenas com duas mãos.'

O anjo ficou estupefacto com estas especificações.
'Só duas mãos!? Impossível! E esse é apenas o modelo normal? É muito trabalho só para um dia. É melhor acabares só amanhã.'

'Nem pensar', protestou Deus. 'Estou quase a acabar esta criação que me é tão querida. Ela já é capaz de se curar a si própria quando fica doente e consegue trabalhar 18 horas por dia.'

O anjo aproximou-se e tocou na mulher.
'Mas fizeste-a tão macia e delicada, meu Deus'.

'Sim, mas também pode ser muito resistente. Nem fazes ideia o que ela pode fazer e aguentar.'

'E ela vai ser capaz de pensar?' perguntou o anjo.

'Não só é capaz de pensar como é capaz de negociar e convencer'

O anjo então reparou num pormenor e tocou na cara da mulher.
'Ups, parece que tens uma fuga neste modelo. Eu disse-te que estavas a tentar fazer demais numa criatura só.'

'Isso não é uma fuga, é uma lágrima.'

'E para que é que isso serve?' perguntou o anjo.

'A lágrima é o seu modo de exprimir alegria, pena, dor, desilusão, amor, solidão, luto e orgulho.'

O anjo estava impressionado.
'És um génio, Deus. Pensaste em tudo.'

E de facto as mulheres são verdadeiramente espantosas. Têm capacidades que surpreendem os homens.
Carregam fardos e dificuldades, mas mantendo um clima de felicidade, amor e alegria. Sorriem quando querem gritar.
Cantam quando querem chorar.
Choram quando estão felizes e riem quando estão nervosas.
Lutam por aquilo em que acreditam e não aguentam injustiças.
Não aceitam um 'não' quando acreditam que existe uma solução melhor.
Prescindem de tudo para dar à família.
Vão com um amigo assustado ao médico.
Amam incondicionalmente.
Choram quando os seus filhos são os melhores e aplaudem quando um amigo ganha um prémio.
Ficam radiantes quando nasce um bebé ou quando alguém se casa.
Ficam devastadas com a morte de alguém querido, mas mantêm a força além de todos os limites.
Sabem que um abraço e um beijo pode curar qualquer desgosto.
Existem mulheres de todos os formatos, tamanhos e cores.
Elas conduzem, voam, andam e correm ou mandam e-mails só para mostrar que se preocupam contigo.
O coração de uma mulher mantém este mundo a andar.
Elas trazem alegria, esperança e amor.
Dão apoio moral à sua família e amigos.
As mulheres têm coisas vitais a dizer e tudo para dar.

NO ENTANTO, EXISTE UM DEFEITO NAS MULHERES...

É QUE ELAS SE ESQUECEM CONSTANTEMENTE DO SEU VALOR!

Passa esta mensagem a todas as tuas amigas, só para lhes lembrar como são espantosas... E a todos os teus amigos para que também nunca o esqueçam!

18 de novembro de 2010

Reclamações

Ora e estou aqui eu ao telefone há 17 minutos, a reclamar bem se vê, e depois de me passarem a chamada para o sítio certo, o simpático que me atendeu mas que se atrapalha um pouco a falar, já me pediu 3 vezes para aguardar um pouco enquanto verifica a situação. Enquanto espero dá-me música. Daquela tipo séries dos anos 80, Dallas, Dinastia, uma música assim dinâmica, alto e bom som. A sorte é que o telefone tem alta voz e não tenho que levar com a música nos ouvidos. E será que a situação fica resolvida? Ou para o mês que vem terei que reclamar novamente?
Entretanto já voltou à linha, explicou a situação, expliquei a minha situação e deixou-me outra vez a ouvir música. Já passaram 23 minutos. O que vale é que não pago as chamadas.
Ok, ao fim de 25 minutos a informação que tenho é que não podem resolver a situação, mas que vão encaminhar para o gestor de conta, que não me atende. Para o mês que vem vou ter que reclamar novamente, tá visto.

17 de novembro de 2010

Que melhor maneira de passar uma manhã...

Do que na sala de espera do Hospital para uma consulta já marcada há alguns meses??
E eu a pensar que como tinha a marcação para as 9h30 ia ser rápido, lá para as 10h30-11h estava despachada. Ainda sou muito ingénua!! Saí de lá às 13h40.
Como já sabia que a coisa ia demorar, levei o meu tricô (agora deu-me para isso), e consegui adiantar bastante o gorro que estou a fazer para o Daniel. Comecei na 2ª feira à noite e só tive ainda 2 noites para adiantar o trabalho. Mas hoje já ficou quase pronto.

11 de novembro de 2010

Dia de S. Martinho, lume, castanhas e vinho

Ontem o meu filho chegou a casa e contou-me a história de S. Martinho. Diz a lenda que quando um cavaleiro romano andava a fazer a ronda, viu um velho mendigo cheio de fome e frio, porque estava quase nu.
O dia estava chuvoso e frio, e o velhinho estava encharcado.
O cavaleiro, chamado Martinho, era bondoso e gostava de ajudar as pessoas mais pobres. Então, ao ver aquele mendigo, ficou cheio de pena e cortou a sua grossa capa ao meio, com a espada.
Depois deu a metade da capa ao mendigo e partiu.
Passado algum tempo a chuva parou e apareceu no céu um lindo Sol. Por isso é que se diz "Verão de S. Martinho"

Hoje, na escolinha deles há magusto e pede-se aos pais dos meninos para contribuir com umas castanhas, frutos secos, sumos, o que os pais puderem e quiserem dar.
Como o Daniel não gosta de castanhas, nem frutos secos, nem bebe sumo (não gosta), fiz um bolinho para levar. Como ele adora o Bolo de Sementes de Papoila, foi esse que fiz.

foto do post do Bolo de Sementes de Papoila


Bom dia de S. Martinho para vocês.

10 de novembro de 2010

Isto há gente que gosta de apanhar!!

Vem isto a propósito do episódio do Biggest Loser de ontem. Então, depois de uma semana a ser ofendida, a ser posta de parte, enfim, uma semana de horror porque votou no Brady, aquela sonsa da Amy desperdiça a oportunidade de pôr a Vicky na rua ?!?!?
Depois não te queixes...

9 de novembro de 2010

Bolsinhas em feltro

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Fiz estas bolsinhas para oferecer às minhas sobrinhas gémeas pelo pão-por-Deus. Elas têm 10 anos e ficaram encantadas. Confesso que fiz de manhã para lhes oferecer à tarde. Mas até nem ficaram muito mal...

8 de novembro de 2010

Eu cá prefiro legos

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Quando chove, gosto mesmo é de ir para o sótão e espalhar os legos todos para fazer as minhas naves espaciais, helicópteros, carros de bombeiros...
Às vezes, quando a minha mãe está distraída, espalho tudo na sala, mas depois ela vem e começa a ralhar comigo para eu arrumar...

Que melhor maneira de passar uma manhã em casa...

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Ora aqui estou eu, numa bela manhã de chuva, sentada na minha cadeira a pôr a leitura em dia. Para ficar mais confortável, não dispenso a chucha e o chapéu (não vá a chuva decidir entrar).

7 de novembro de 2010

Mais um selinho

Recebi da Hélia este selinho do bem.

As regras dizem para enviar para 10 blogues, mas eu prefiro oferecer a todos que me visitam.
Um abraço.

5 de novembro de 2010

Um selinho saboroso!!

Recebi da Kika do blog Kikagula este selo saboroso. Obrigada por te lembrares de mim.

Agora vou oferecê-lo a 10 blogues que eu acho muito saborosos, mas nem todos exclusivamente de cozinha:
O cantinho da mamã
Papinha doce
Os pratos da Bela
Vícios e Sabores
As amigas do cantinho
Vai uma fatia
Kristininha na cozinha
As receitas com muita amizade
Sissamar
Acção na cozinha

Um abraço a todos que me lêem e obrigada pela vossa amizade.

Aniversário do meu Pai

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No passado dia 4 de Outubro, o meu pai fez 84 anos. Como eu tinha tirado esse dia de férias, decidi irmos lanchar com os meus velhotes. Preparei um lanchinho que eu sabia que ele ia gostar e fiz este bolo, para os netos cantarem os parabéns. O meu pai é muito rezingão e diz sempre que não precisa de bolo e de festa, mas fica todo derretido quando não ligamos ao que ele diz e fazemos uma surpresa assim.
Já publiquei aqui a receita da massa do bolo. O recheio ficou muito simples, usei natas vegetais e pêssego em calda. Como foi um pouco à pressa, a decoração também ficou simples, mas o que interessa é que ele adorou, os netos deliraram e foi um lanche muito bem disposto.

Adorei!!!

Estou a ver o Biggest Loser (estou viciada!) e o Brady saiu!!!  Estavam tão convencidos que não saía. Viva a Amy C.
Que bem feito para as intriguistas da Heba e Vicky. Adorei!!!

Biggest Loser dá na Sic Mulher, de 2ª a 5ª às 23,30h (mais ou menos) e no dia a seguir repete o episódio da véspera às 22,45h.

3 de novembro de 2010

Só uma mãe saberia...

Recebi esta história por e-mail:

"Um dia minha mãe saiu e deixou meu pai a tomar conta de mim. Eu tinha uns dois anos e meio. Alguém me tinha dado um jogo de chá de presente e era um dos meus brinquedos favoritos.
O meu pai estava na sala a ver as noticias na TV, quando eu trouxe para ele uma chavena de chá, que na realidade era apenas água.
Após várias chavenas de chá, e eu continuava a receber elogios entusiasmados do meu pai a cada chavena servida, a minha mãe chegou.
Meu pai disse-lhe para se sentar na sala para me ver a trazer a chavena de chá, porque era a coisa mais fofa do mundo! A minha mãe esperou, e então, lá vinha eu pelo corredor com uma chavena de chá para o meu pai.
A minha mãe viu-o beber o chá todo. Então a minha mãe disse ao meu pai:
- Passou-te pela cabeça que o único lugar onde ela alcança água é na sanita?"


Os pais não pensam igual às mães.....

31 de outubro de 2010

A mudança da hora e o sono dos piolhitos

Estava eu a pensar que, com a mudança da hora, hoje ia ter que me levantar mais cedo mas afinal o meu pessoal pequeno dormiu até bastante mais tarde. Mas também, depois de um dia cheio de actividade (2 aniversários e muita brincadeira) e sem dormir a sesta, só podiam estar cansados. Ainda não eram 9h da noite e já a Sara pedia para ir para a cama (coisa rara), passado 15 minutos foi o irmão dormir. Dormiram a noite toda, sem acordar, sem choros, sem xixis. Maravilha.

29 de outubro de 2010

Ontem é história, amanhã é um mistério mas hoje é uma dádiva, por isso é que se chama Presente

Mestre Oogway - Panda do Kung-Fu


Que hei-de fazer? Lembrei-me disto agora.

Bom fim de semana!!

25 de outubro de 2010

Ainda o passatempo da Argas

Por causa da minha semana de molho, só hoje é que consegui ver que não ganhei este sorteio. Paciência. Fica para a próxima mas os meus parabéns à vencedora.

24 de outubro de 2010

E quando as mães já não estão (tão) doentes...

Resta-lhes arrumar, limpar, lavar, passar, apesar de ainda se sentirem fracas por terem passado uma semana de dieta forçada e com a agravante de terem o trabalho acumulado.
E ainda dizem que somos o sexo fraco!!!
Muito obrigada pelos vossos votos de melhoras, mas agora vou passar a ferro (antes que a vontade vá com o vento) porque tenho muuuuita roupa à minha espera.
Um abraço.

21 de outubro de 2010

As mães não deviam ficar doentes

Mas foi o que me aconteceu. Estou em casa a curar-me de uma gripe daquelas!! Foi de tal maneira forte que na 3ª feira tive que chamar a minha vizinha para me ajudar com os miúdos de manhã. E a minha vizinha é um anjo, ainda se ofereceu para me levar ao médico e esperou que eu me despachasse, porque eu nem conseguia manter-me em pé muito tempo, quanto mais conduzir. É que para ajudar à festa, esta semana o meu marido tem o carro na oficina e tem que sair de casa às 6h30 para apanhar o autocarro para Lisboa e chega a casa mais tarde.
Mas a minha maior preocupação eram os miúdos, claro. Como é que eu ia conseguir cuidar deles, se nem estava a conseguir cuidar de mim? Ir buscá-los ao fim do dia, dar banho, fazer e dar jantar... Felizmente tudo se resolveu e com a ajuda da minha vizinha e da minha mãe e dos medicamentos para a gripe, consegui dar a volta ao problema. E quando o pai chega a casa, ele toma conta das operações e a mãe volta para o choco.
Agora é esperar para curar mesmo e depois arrumar o resultado de uma semana de mãe doente.

15 de outubro de 2010

Ontem à noite choveu lá em casa!!

Às 3h da manhã, aparece-me o Daniel à beira da minha cama "Mãe, vem fazer a minha cama".
Lá fui eu a pensar que lá se foi saco-cama para o chão e ele não consegue pô-lo em cima da cama (o Daniel dorme num saco cama em cima da cama porque é mais fixe que lençol e cobertura. Miúdos!).
Meia a dormir, cheguei ao quarto dele e ele acende a luz do tecto (fixe, encadeada). Quando vou a começar a reclamar "Daniel, apaga a luz" diz ele "O que é isto?", olho para o chão: grande poça de água. "Eu não acredito, Daniel, entornaste o copo de água no chão?!" (lembro que são 3h da madrugada), "Não, mãe" os olhitos muito abertos de admiração. Então fez-se luz (além da do tecto) "Daniel, tu fizeste xixi no chão?", de novo "Não, mãe". Não me cheirava a xixi, fui buscar a esfregona para limpar, o tapete também estava todo encharcado, mas como é que isto aconteceu? Xixi pelas pernas abaixo não foi, que o pijama está seco, só uma ponta da meia é que está molhada. Adiante, não são horas de pensar muito.
Limpei, levei o tapete para a máquina de lavar roupa e vou então endireitar o saco cama. Pego na almofada que estava fora do sítio, encharcada, cama, encharcada, saco-cama, seco. Hein? "Então, Daniel, que aconteceu?" "Não sei, mãe", "tu fizeste xixi na cama e no chão?", "não mãe". Lá mudei os lençóis, ele mudou de meias, deitou-se. Eu estava tão danada da vida que nem lhe disse mais nada. Dei-lhe um beijo, afinal ele só tem 5 anos, e fui deitar-me.
De manhã, depois de bem acordada, é que  consegui reconstruir o que aconteceu. Penso que foi mais ou menos assim: ele sentiu vontade de fazer xixi, levantou-se (pôs-se em pé na cama) baixou o pijama e fez o xixi como se tivesse ido à casa de banho. Por isso é que a cama e o chão estavam molhados. Imagino o repuxo.
Já há algum tempo que descobri que ele é sonâmbulo (eu também era em miúda) porque já aconteceu várias vezes ele levantar-se, vir ter comigo e está a dormir. Fala normalmente, até discute comigo, chora porque quer fazer xixi e a porta está fechada, etc... mas está a dormir. E esta situação foi mais uma, mas mais molhada.

14 de outubro de 2010

Molho de tomate e almôndegas para o jantar

Este ano a minha horta tem poucos tomates, mas já deu para fazer um delicioso molho de tomate. Tenho visto muitas receitas na net mas eu fiz assim: fiz um refogado com cebola, alho e azeite e juntei o tomate pelado e cortado aos bocados. Temperei com um pouco de sal e um caldo Knorr e deixei apurar. Ainda quente, deitei nos frascos e tapei. O calor ajuda a vedar os frascos. Deixei arrefecer com a abertura para baixo para selar melhor.


Os frascos que usei são os do grão e feijão cozido de compra e das salsichas, porque têm o "clic" na tampa que ajuda a ver que ficaram bem fechados.

Ontem usei um destes frascos para o jantar: tinha comprado almôndegas no talho e como cheguei a casa tarde, foi só esvaziar meio frasco no tacho, colocar as almôndegas e deixar cozinhar. Rectifiquei os temperos, porque não pus muito sal quando fiz o molho de tomate. Acompanhei com esparguete. Não há foto porque não me lembrei de tirar antes de começarmos a comer e quando me lembrei, já não havia.

13 de outubro de 2010

Umas prendinhas da Hélia

Eu sou mesmo uma amiga da onça. Recebi as prendas, tirei as fotos mas nunca mais disse nada.
A Hélia, do blogue Mais Um Sobre Culinária, foi até à capital um dia destes (p'raí há um mês ou mais) e, ao ver estas coisitas numa loja, lembrou-se de mim. Trouxe-me um pacote de farinha de alfarroba e uma saqueta de açucar gelificante. Para compor a prenda juntou as vagens de baunilha e a caixa de cuajada.
Ainda não experimentei nenhuma das prendinhas, mas espero em breve usá-las nalguma receita deliciosa, por exemplo, do blogue dela.


Obrigada Amiga. 

12 de outubro de 2010

É só marmelada!!

Ultimamente tenho andado com pouco tempo para publicar as coisas que tenho feito e agora vi que tinha um post sobre a marmelada que fiz há um mês ainda por publicar.
Fui aos marmelos, que é como quem diz que os apanhei à beira da estrada sempre à espreita não fosse aparecer o dono e fiz esta bela marmelada:



Para 1 kg de marmelos
800 gr de açúcar
1 casca de limão
1 colher de água por kg de marmelos

Descasquei, cortei em quartos,tirei as sementes e coloquei dentro de um alguidar com água para não escurecerem. Depois de todos descascados cortei em fatias finas e coloquei na panela de pressão alternando  uma camada de açucar, uma camada de marmelos até acabar. Juntei uma casca de limão e a água e tapei a panela. Assim que começa a sair o vapor, baixei o lume e contei 5 min.
Quando acabou o tempo, coloquei a panela fechada debaixo da torneira da água, sem tirar o pipo, porque assim perde a pressão mais depressa. Assim que deixa de sair vapor já está pronta para abrir.
Depois foi só passar a varinha mágica e triturar bem.  Coloquei nas caixas ainda quente e tapei logo, porque acho que assim veda melhor e dura mais (a ver vamos). Aproveitei as caixas da sopa que às vezes compro quando não há tempo para fazer uma para o jantar.

Está de cortar à fatia, como eu gosto. Depois desta, ainda fiz outra de marmelos com maçãs que já se estavam a estragar.

Para 1 kg de fruta
800 gr de açúcar
1 casquita de limão

O resto do procedimento é igual. Como a maçã tem mais água, ficou um pouco mais líquida mas também muito saborosa.

Desafio da Kristianna

Recebi da Kristianna, do blog Diário de uma Mãe, um desafio que consiste em dizer 9 coisas sobre mim e enviar para 9 blogues diferentes. Ora bem:
1- Sou mãe de duas crianças lindas e fantásticas (ora bem, quem mais para os gabar senão eu?!)
2- Tenho um mau feitio que só visto. Vou aguentando e engolindo, mas quando o saco enche, sai da frente. Quem nunca me viu danada da vida, não queira experimentar.
3- Sou amiga dos meus amigos.
4- Detesto traições.
5- Sou forreta. Há quem diga que sou poupada, mas sou forreta mesmo. Custa-me gastar dinheiro em coisas que não são essenciais. Por isso pareço sempre uma pelintra com a roupa a ser usada até ficar imprópria. Nessas alturas tenho mesmo que comprar roupa e fico doente com o dinheiro que gasto.
6- Gosto mais de salgados do que de doces (doce já eu sou ;))
7- A minha relação com as lides domésticas é uma relação de amor/ódio. Detesto e adoro cuidar da casa, arrumar, limpar, cozinhar. Mas acho que não aguentava ser só mãe e dona-de-casa. Mas também adorava ser só mãe e dona-de-casa. Ai, que dilema!!
8- Gosto do Verão e do Inverno. Não tenho paciência para a indecisão da Primavera e do Outono.
9- Detesto a falta de tolerância. Acho que todos temos que respeitar se queremos ser respeitados.

Ufa, nove coisas sobre mim já estão. E agora os blogues que escolho. Ora aí é que a porca torce o rabo!
Não sei quem escolher e, sinceramente, não tenho muito tempo disponível para ir procurar quem já foi e quem ainda não foi desafiado. Assim, considerem-se desafiados só por me estarem a ler agora (ai que malandra). Quem me lê e não tem blog também pode (e deve) responder deixando o seu comentário.

Um abraço.

8 de outubro de 2010

Um doce para participar no concurso Doce Sabor

Com este docinho de morango que já mostrei aqui e que agora mostro novamente, participo no passatempo do blog Sabor e Saberes.

Arranjei cerca de 1kg morangos e deixei macerar com 500gr açucar loiro(aprox) de um dia para o outro. Noutra versão coloquei um pau de canela e ficou óptimo. No dia a seguir coloquei a fruta e a calda num tacho que não pega e deixei ferver até reduzir e ficar com a consistência que eu queria. Ainda quente, deitei nos frascos já lavados e enxutos. Com o calor, as tampas vedaram bem, impedindo que o doce se estrague.

1 de outubro de 2010

Passatempo da Sissamar


O Passatempo da Sissamar já tem vencedora. E não fui eu :(
Parabéns à vencedora e boas costuras.

28 de setembro de 2010

Eu e as embalagens dos medicamentos

Já vos aconteceu abrirem uma embalagem de comprimidos, etc e descobrirem que abriram do lado em que está o papel explicativo (bula)?
Pois comigo é sempre. Nas últimas semanas tem havido algumas alergias, otites, constipações lá em casa e por isso há sempre alguém a tomar um comprimido ou a levar um supositório. Ora, quem distribui os medicamentos sou eu, então lá vou eu buscar a embalagem, abro e... abri do lado onde está o papel das instruções do medicamento. E isso acontece todas as vezes. É sempre. Pego na embalagem e olho bem e penso de que lado vou abrir. Pois acerto sempre no lado errado. Até posso deitar fora esse papel, mas como as doenças têm sido frequentes, de vez em quando tenho que abrir uma embalagem nova e voltamos ao mesmo. Só não me acontece com os xaropes... ;)

23 de setembro de 2010

"Ó mãe, é amanhã que faço anos?"

Ontem, Daniel pergunta-me: "Ó mãe, é amanhã que faço anos?".
Eu: "Não, filho, amanhã não fazes anos. Só em Maio."
Daniel: "Mas amanhã é dia 23..."

É tão bom ser criança...

16 de setembro de 2010

Passatempo da Kika Gula

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A Kika Gula lançou um passatempo sobre o seu bolo preferido, Bolo de Bolacha. Para participar, fui buscar este bolo que foi feito para o baptizado do Duarte, o filhote mais novo da Hélia.
Ingredientes:
Bolachas
café
Creme russo (da Casa Januário, no Porto)
crocante de amendoin e brilho de caramelo para decorar
Fisalis para enfeitar

A montagem é feita como habitualmente: intercala camada de bolachas molhadas em café, com camadas de creme russo.
No fim enfeita com o crocante de amendoin e o brilho de caramelo.
O fisalis veio do jardim da mãe da Hélia.

Parabéns Kika pelos 100 seguidores. Por mim ando toda vaidosa que já atingi as 30 pessoas interessadas nos meus disparates. Obrigada, amigos.

14 de setembro de 2010

Pão ultra rápido na MFP

Pesquisei, pesquisei e encontrei umas receitas para a MFP. Por isso vou partilhar esta receita que ficou um espectáculo.


Na cuba colocar por esta ordem:
1 copos de água morna
2 colheres de sopa de açúcar (só usei 1 para não ficar muito doce)
2 colheres de sopa de leite em pó (opcional - eu não usei)
2 colheres de sopa de manteiga ou óleo (usei óleo de girassol)
1 colher de chá de sal
3 copos de farinha de trigo
1 colher de sopa de fermento de padeiro seco (usei 1 saquetas)
Escolher o programa Ultra Rápido I (na minha máquina é o 6) e é só esperar.

Esta receita dá um pão de cerca de 600 gr.

Vai uma fatia?

13 de setembro de 2010

1º dia de aulas

Como é do conhecimento geral, hoje é o primeiro dia de aulas. E como se nota!! É só confusão no trânsito. É pais stressados a levar os meninos para a escola, é autocarros de transporte escolar a bloquear estradas de sentido único porque alguém deixou o carro mal estacionado, é jovens a atravessar fora da passadeira porque é fixe. Enfim, o caos. Daqui a uns dias a coisa normaliza. E agora que sei que voltou a confusão, toca a sair de casa mais cedo para a evitar e chegar a horas ao trabalho.

10 de setembro de 2010

A mãe

Aos 4 anos a mãe sabe tudo;
Aos 8 a mãe sabe muito;
Aos 12 a mãe não sabe mesmo tudo;
Aos 14 a mãe não sabe nada;
Aos 16 a mãe não existe;
Aos 18 ela está fora de moda;
Aos 25 se calhar ela percebe disto;
Aos 35 antes de decidir pergunto a mãe;
Aos 45 pergunto-me o que a mãe pensará disto?
Aos 75 quem me dera poder perguntar à minha mãe sobre isto.

Copiado do Facebook - perfil de Ana Gaspar Santos

9 de setembro de 2010

Acabou-se a novidade

Pronto, hoje já houve choro. Tinha que ser, já passou a novidade. Mas foi um chorito curto porque o mano segurou logo a mãozinha dela. E eu estava do lado de fora a falar com ela mas não podia dizer adeus, senão voltava o choro.
Mas a minha menina é malandreca e ontem pregou um valente susto ao pessoal. Na carrinha, de repente um grito do Daniel "Sara!!". A menina desapertou o cinto de segurança da cadeirinha. Conseguiu, com aqueles dedinhos pequeninos soltar as fivelas. Agora viram a fivela ao contrário para ela não conseguir desapertar.
Esta gente pequena dá cabo dos crescidos!!

8 de setembro de 2010

E lá vão eles na carrinha...

Hoje os meus piquenos começaram a ir na carrinha para a escolinha. A única chatice para o Daniel é "agora tenho que ir sempre ao lado da mana". Eu respondi-lhe que não, vai se quiser, mas por enquanto ela fica mais descansada por tê-lo ao lado.
À hora marcada cá estamos nós à espera da carrinha, ela chega, "olá Sara, olá Daniel, bom dia". Daniel entra logo para o lugar ao pé da cadeira para a mana, Sara vai ao colo da senhora que os acompanha na carrinha, olha para mim e... sorri toda contente. Sentados nos seus lugares, cintos apertados e lá vão eles para mais um dia de trabalho árduo. E eu, mais uma vez fico a sentir-me completamente ignorada. Mas onde estão os choros e as birras, andei eu a preparar-me para as enfrentar e manter-me firme e este gajitos pequenos trocam-me as voltas? Ufa, que alívio!!
Cheguei à conclusão que a Sara não sente tanto a mudança, porque tem o irmão, já está habituada a ter que dividir os brinquedos, as atenções, o colo, habituada à confusão e ao barulho. Quando o Daniel começou na creche, não tinha nada disso, era sozinho, era tudo só para ele. Por isso custou-lhe mais a mudança.
E como se fartam de brincar o dia todo, e correr  e pular, à noite é um descanso. Chegam a casa, brincam mais um pouco, jantam, banho, cama e até amanhã.

7 de setembro de 2010

E eu a pensar que ia haver birra

Hoje, quando levei os meus pequenos à escolinha, pensei que ia haver choro, lágrimas, birra. Afinal enganei-me. E ainda bem. Como fomos mais cedo, a educadora da Sara ainda não estava na sala, então demos uma voltinha pela escola a passear. O Daniel já conhece aquilo de trás para a frente, mas a Sara ia andando e apontando para o refeitório, para as pessoas que reconhecia, toda satisfeita. Quando voltámos à sala, já lá estava a educadora, foi toda sorridente ao colo dela. Falámos mais um bocadinho sobre o dia de ontem, só houve um chorinho na hora da sesta, de resto passou bem, comeu, brincou, sempre bem disposta. Na altura da despedida começou a esticar-se para mim por isso abreviei e fui levar o Daniel à sala dele. E pronto, 'tá feito por hoje. Amanhã, logo se vê.

6 de setembro de 2010

1º dia de escolinha

Hoje é o 1º dia na creche para a Sara e o regresso ao jardim para o Daniel. O Daniel, assim que entrou na sala dele simplesmente esqueceu que os pais estavam ali. Foi logo ver se a gaveta dele ainda era a mesma, dar uma volta à sala para ver as novidades. Ignorou-nos simplesmente. Antes assim.
Quanto à Sara, só queria ser uma mosca para poder ver o que se passa na salinha dela. Hoje até deve correr bem, é novidade. Amanhã veremos. Estou a resistir para não telefonar e perguntar como está a correr, prefiro que a educadora use o tempo que tem para dar atenção e cuidar da minha filha em vez de perder tempo a atender as minhas ansiedades.
Sei que ela está bem entregue, conheço as pessoas, conheço a instituição e o irmão também lá está, mas o meu coração hoje está pequenino de tão apertado.

24 de agosto de 2010

A Ressaca


No fim-de-semana aluguei este filme em DVD. Adorei. Para quem ainda não viu, a história é esta:

Dois dias antes do seu casamento, Doug e três amigos rumam em direcção a Las Vegas para uma despedida de solteiro que nunca mais irão esquecer. Mas na verdade, quando os três padrinhos acordam na manhã seguinte, eles não conseguem lembrar-se de nada. Sem saberem como e porquê, eles encontram um tigre na casa de banho e um bébé de 6 meses no guarda-roupa da suite do Hotel Caesars Palace. A única coisa que não conseguem encontrar é Doug. Sem qualquer pista sobre o que se passou na noite anterior e com muito pouco tempo, o trio tem agora que tentar reconstituir a noite passada para encontrar Doug e regressar rapidamente a L.A. a tempo do seu casamento.

Eu e os relógios

Andar de relógio no pulso é castigo para mim, incomoda, faz comichão, aperta ou está largo, enfim. Por isso há uns bons anos que não uso relógio, até porque tenho relógios em casa, no carro, vejo as horas em casa da minha mãe quando lá deixo os miúdos, chego ao trabalho tenho relógios nas paredes, no computador, nos telefones e a sirene dos bombeiros toca quando é 1 hora, para que é que preciso de usar um acessório que me incomoda?
Há uns dias, depois de uma conversa com dois dos meus irmãos sobre relógios que eles adoram e coleccionam, pensei cá para mim que se calhar até podia usar um relógio. Até tenho alguns arrumados...
Então, ontem de manhã fui à ourivesaria, pus pilha num relógio que o meu marido me ofereceu num Natal há uns anos e saí de lá toda contente com o relógio no pulso.
Cheguei a casa, ao fim do dia, qual foi a primeira coisa que tirei? Relógio.
O que é que eu não trouxe hoje? Relógio. É que nem me lembrei. Só a meio da manhã é que me passou qualquer coisa que me fez olhar para o pulso e me lembrei que o deixei onde o pus, em cima da cómoda do corredor, ao lado dos óculos de sol e do telemóvel, que trouxe.
Falta de hábito, distracção ou simplesmente não ligo a relógios? Sim, é tudo isso!!

23 de agosto de 2010

Amizade

"Quem afasta a amizade da vida parece que arranca o sol do mundo, pois os deuses imortais não nos deram nada melhor nem mais doce."

Autor: Marcus Tullius Cícero
(newsletter do site Gastronomias.com )

Tenham uma boa semana!!

19 de agosto de 2010

Aniversário da minha mãe

No sábado, dia 14, a minha mãe e o meu irmão mais velho fizeram anos. Como a minha mãe pediu para eu fazer o bolo, na 6ª à tarde, depois de pôr a piquena a dormir a sesta, preparei as coisas (a receita é a mesma dos outros bolos de aniversário que já aqui mostrei):

12 ovos
400gr de açucar
300gr de farinha
2 colheres de chá de fermento
2 colheres de sopa de aroma de flor de laranjeira (comprei no E.Leclerc)

Como o Daniel quer sempre ajudar, fiz de maneira a que ele pudesse participar. Em cima do seu banquinho para poder chegar à bancada, partiu os ovos e separou as gemas das claras. É claro que ele ainda não consegue separar os ovos como eu, então usei um truque que aprendi há pouco tempo num livro que comprei: com um funil pequeno numa taça, deita-se o ovo inteiro para dentro do funil e a clara escorre enquanto a gema fica inteira. É muito fácil e até o Daniel conseguiu.



Depois é só seguir a receita. Costumo usar a batedeira, mas desta vez como tinha um ajudante tão especial, deixei-o mexer os ovos com o açucar numa tigela grande enquanto a Bimby batia as claras (12 min, vel 3). Depois misturei o aroma de flor de laranjeira, a farinha com o fermento (aqui tive que ser eu a fazer porque ele não tem força ainda) e, finalmente, as claras em castelo.
Depois de tudo bem misturado, foi ao forno e lá ficou o Daniel a admirar o bolo enquanto ele crescia.

No dia a seguir foi só rechear e cobrir. Para o recheio usei o creme russo da Casa Januário (muito bom) e morangos que fui apanhar num instante à minha horta. Para cobrir usei mais creme russo e enfeitei também com morangos.




Parabéns Mãe, parabéns Zé. Um beijo grande...

Homens e Mulheres


(recebida por e-mail)
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17 de agosto de 2010

Mais um sorteio

O blog Tralhas e Companhia está a fazer o seu 1º sorteio. Só é válido para Portugal e estes são os prémios:

Quem sabe se é desta que tenho sorte?

Maquilhagem I

Uma dica para quem usa maquilhagem de vez em quando e que para mim funciona muito bem: usar rímel à prova de água.
Passo a explicar, não costumo usar nada de maquilhagem porque nunca tenho tempo. Logo estou sempre à vontade, não me preocupo muito se transpirar, se chorar, se coçar o olho porque, como não tenho nada na cara, não borra.
Hoje decidi usar um pouco de sombra nos olhos e um pouco de rímel. Saí de casa e no caminho para o trabalho senti comichão no olho. Assim que levei lá a mão, lembrei-me "ai que já borrei tudo". Mas como o meu rímel é à prova de água, não sai assim.
Fixe, não é?

16 de agosto de 2010

O regresso ao trabalho

Depois de uma semana de férias, que sabem sempre a pouco, o regresso ao trabalho custa bastante. Cada vez me custa mais. Não é pelas férias, que sabem sempre bem, é o estar com os filhos, em casa, fazer coisas com eles e para eles, ter tempo para estar com eles, adormecer a pequenita a seguir ao almoço e ir fazer um puzzle ou um jogo com o mais velho que já é muito crescido para dormir a sesta (já tem 5 anos, é quase um homem), essas coisas que normalmente não posso fazer. Nesta altura de crise até é sacrilégio dizer que queria estar em casa em vez de trabalhar, mas sinto falta do meu cantinho, dos meus pequenotes, da bagunça e chinfrim que eles fazem.
Para o ano há mais férias, até lá há que aproveitar os fins-de-semana.
Assim, desejo boas férias a quem está de férias e bom regresso ao trabalho a quem regressa.

15 de agosto de 2010

Uma semana de férias

É só uma semana, mas sabe mesmo bem  não ter que cumprir horários. É dormir até mais tarde, só meia hora que seja, mas já é um luxo. Na 2ª feira fomos à praia já passava das 5h da tarde.Com tanto calor nem apetece sair de casa e a essa hora, apesar de ainda estar calor, o sol já não está tão forte.  Na 3ª à tarde, depois da sesta, fomos ter com a Hélia e a família para ir à praia em Peniche.Na 4ª feira foi a ida ao dentista que me ocupou a manhã e à tarde, praia, mas já com vento e frio. Na 5ª feira acordei às 6h00 com a cara inchada. O dente que fui tratar infectou. O dentista já tinha avisado que isso podia acontecer porque, ao mexer na raíz que me levou lá, descobriu outra que não estava tratada. Agora estou a antibiótico e brufen. Ao fim de 2 dias, o inchaço diminuiu e já não preciso tomar o brufen (2 de 600mg) de 5 em 5 horas, já aumentei para 7h30. Na 6ª feira foi dia de fazer o bolo para o aniversário da minha mãe e irmão, que fazem anos no mesmo dia. Tive uma ajuda especial. Na verdade, eu é que ajudei. O Daniel partiu os ovos, mexeu as gemas com o açúcar, misturou a farinha. Mais logo mostro as fotos e conto como foi.

6 de agosto de 2010

Quase, quase de férias

Só falta o quase. Uma semaninha por conta dos piolhitos. Vai ser praia, passeio, sesta. Tão booom.

4 de agosto de 2010

Rifas de Sto. António



Os santos populares já passaram há muito tempo, mas ainda não mostrei os brindes que o meu filho, com a ajuda dos filhos da Hélia, ganhou na festa de Sto. António. A Hélia convidou-nos para jantar, porque havia lá perto o arraial de St. António com frango assado, rifas, animação. O Daniel ainda não tinha tido a experiência das rifas (10 por 1 euro). Adorou, claro. E ainda por cima ganhou estes brindes, muito úteis, para a mãe. 

Não Gosto de

Gente complicada (não tenho paciência);
Ter de aturar o mau humor dos outros;
Gente a cuspir no chão;
Adultos a fumar dentro do carro com crianças lá dentro.

Daqui a pouco já me lembro de mais.

2 de agosto de 2010

Baú da Liquidação Total

É o novo espaço da Sónia Alexandra, do blog Cozinha da Sónia, para tentar escoar artigos em stock da loja do marido. Visitem e pode ser que encontrem alguma coisa que gostem, quem sabe começar a preparar as prendas de Natal. O endereço http://baudaliquidacaototal.blogspot.com/.

Férias

É tão bom estar de férias, andar nas calmas, sem pressa de chegar, pôr a conversa em dia, parar na rua e ver as montras, andar de mão dada. É tão bom.
Mas eu não estou de férias, por isso com licença, toca a sair da frente, deixem-me passar que eu tenho que ir trabalhar...

1 de agosto de 2010

Participação no sorteio da Hélia

Aqui está a minha participação no sorteio do blog da minha amiga Hélia.
Desculpa ser no último dia, mas às vezes os últimos são os primeiros :))


A receita é de um Cheesecake de frutos silvestres que já apresentei aqui mas não coloquei a receita:
1 pacote de bolacha Maria
100 gr de manteiga amolecida
Colocar as bolachas no copo da Bimby e dar 3 ou 4 toques no turbo. Juntar a manteiga e programar 10seg, vel 6.
Colocar numa forma de aro forrada com papel vegetal. Levar ao frigorífico enquanto prepara o recheio:
1 embalagem de queijo tipo philadelphia (tenho usado marca Dia)
400 ml de natas (uso natas vegetais)
200 gr de açucar (com as natas vegetais, pode reduzir o açucar porque já são adocicadas e fica enjoativo)
5 folhas de gelatina branca.
Colocar 4 folhas de gelatina de molho. Colocar no copo da Bimby o queijo e o açucar e programar 1 min, vel 4. Colocar a borboleta (opcional) e juntar as natas. Programar 1m30, vel 3. Retira-se a água em excesso da gelatina (não tirar toda) e leva ao microondas 10 seg. Programar vel colher e juntar a gelatina derretida. Programar 1 min, vel 2. Deitar o recheio na forma. Levar ao frigorífico.

A cobertura pode ser apenas compota de frutos silvestres, mas eu faço:
100 gr de frutos silvestres (congelados)
5 colheres de sopa de açucar
2 colher de sopa de água.
Deitar no copo da Bimby e programar 5 min, temp 60º, vel 1. Pôr a restante folha de gelatina de molho e deitar nesta mistura enquanto quente e misturar para derreter. Deixar arrefecer um pouco e colocar por cima do recheio.

Bom  apetite!!

31 de julho de 2010

Bolo de pêras do Algarve


A receita original é com pêras, mas eu costumo fazer com maçãs:
120 gr de farinha
90 gr de açucar
6 colheres de sopa de leite
6 colheres de sopa de óleo
1 colher de chá de fermento
2 ovos
4 pêras (ou maçâs)

Batem-se bem todos os ingredientes e deita-se numa forma untada. Por cima colocam-se as pêras ou maçãs cortadas ao meio. Eu corto em gomos. Vai a cozer em forno pré-aquecido. A meio da cozedura deita-se por cima uma mistura de 50 gr de manteiga, 60 gr de açucar e 1 ovo.
Espero que gostem.
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30 de julho de 2010

Dentista

Há pessoas a quem tudo corre sempre bem, tudo em que se metem sai bem, tudo o que organizam corre perfeitamente. Eu não sou dessas pessoas. Comigo, tudo se complica, sempre. Até uma ida ao dentista.

Ontem, tinha consulta no dentista às 12h30. Ao meio-dia pensei "devia telefonar para saber se a dra. está atrasada ou não, se posso ir à hora marcada". Mas logo a seguir pensei "não vale a pena, o consultório é já ali (5 min a pé)". Asneira. Ponho-me a caminho e quando chego ao consultório:
- Bom dia, tenho consulta agora às 12h30
- Ó d. Ana, então eu liguei-lhe ontem a avisar que a consulta é só às 14h45.
- A mim?? Não!!
- Sim, e disseram que estava bem.
- Desculpe, mas a mim ninguém ligou.
- Liguei já deviam ser 8h da noite.
- Não, não foi para mim.
- Tenho aqui o seu número 91.....
- Ok, já vi onde está o engano. Eu já não tenho esse número há 5 anos.
- Então, mas alguém atendeu e confirmou.
- Sim, mas não fui eu!!

Segundo a recepcionista, a pessoa que atendeu, um homem de sotaque brasileiro, na véspera confirmou a consulta.

Nisto, a jovem pega no telemóvel e toca de ligar para aquele número, perante a minha cara de espanto. Do outro lado atendem e têm a lata de cancelar a consulta, porque estão em viagem.

Isto é muito mau. Primeiro, quando marquei a consulta não me pediram o contacto actualizado, nem eu me lembrei que o número que lá estava já estava desactualizado, apesar de lá estar o número do meu trabalho. Segundo, a pessoa que agora usa esse número ou é muito estúpida e não tem noção da gravidade do que faz ou se acha muito engraçado por fazer partidas destas. É que se desmarca a consulta, como é que eu fico? E se a consulta tivesse sido antecipada? E se a consulta obrigasse a uma deslocação grande que me fizesse faltar ao serviço? E se fosse uma daquelas consultas que ficamos meses à espera? Não se faz.
Se ao atender dissesse que o número é de outra pessoa ou que não tinha marcado nada (até se podia chamar Ana Cristina), a recepcionista teria tentado o meu contacto alternativo. Mas assim, confirmou está confirmado. Não se faz.

Bem, lá fui à consulta às 14h45. Radiografia, "pois é d. Ana, tem aqui uma pequena inflamação, não lhe posso tratar agora do dente. Vai tomar um antibiótico e marcamos já a próxima consulta para então tratarmos o dente."

E larga 65 euros (40 da consulta, 25 da radiografia) por 20 minutos no consultório.

28 de julho de 2010

Pão com chouriço


Um destes domingos, preparei a massa na MFP (usei o preparado para pão branco da Branca de Neve), dividi em porções mais pequenas que estendi, coloquei rodelas de chourição e enrolei para fazer os pãezinhos.
Vai um lanchinho?
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27 de julho de 2010

Sorteio da Hélia

A Hélia, do blog Mais Um Sobre Culinária lançou um passatempo muito fresco e com umas prendinhas muito giras e úteis. E todos podem participar, com e sem blog.
Vá, participem!!

23 de julho de 2010

Bolo com sementes de papoila


Aqui está um bolo que se tornou numa agradável surpresa: o meu filho gostou!! Apesar de, quando o estava a fazer, me ter dito que não o ia comer (por causa das sementes), no dia a seguir disse que quando eu o voltar a fazer, o vai comer todo.
A receita está no blog da Hélia, uma doceira de primeira, e só acrescentei duas colheres de sopa de sementes de papoila (também sugerido por ela). Foi assim que fiz:
200 gr de açucar
250 gr de farinha
100 gr de manteiga
4 ovos
Meio copo de leite
1 colher de sopa de fermento em pó
2 colheres de sopa de sementes de papoila

Colocar tudo no copo da Bimby e programar 1 min, vel 5. Deitar numa forma untada e levar a forno pré-aquecido até cozer.
Vai uma fatia?
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Pataniscas de bacalhau



Desta vez, para aproveitar um resto de bacalhau cozido, resolvi fazer pataniscas. Foi fácil, segui as instruções da embalagem do Frita Fácil da Espiga. Preparei o polme de acordo com as instruções, juntei o bacalhau desfiado, um pouco de cebola e salsa. Fritei em óleo quente e já está. Muito bom.
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Outro sorteio

Hoje vi este sorteio do blog Perfect Drug e também já participei. Este é o prémio:

Vá, participem também.

22 de julho de 2010

Mais um sorteio

O Blog Unhas e Companhia está a fazer o seu primeiro sorteio que é válido até 31 de Julho. Visitem e participem. Este é o prémio :


Eu quero!!!

21 de julho de 2010

Salada Fresca


Um dia destes fui almoçar a casa porque tinha uns restos da véspera e queria aproveitar. Assim, fiz esta salada:
Coloquei no prato alface, por cima o bife de peru grelhado que tinha feito para o jantar do Daniel cortado, depois as batatas e o feijão verde do almoço da véspera, um pouco de milho cozido, um tomate cortado, um pêssego e por cima um molho feito de iogurte e maionese (meio iogurte natural, uma colher sobremesa de maionese, um pouco de sumo de limão). Bem, regalei-me. Sou gulosa, que querem que faça?
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A Tia Preta

O blog Cocó na Fralda chamou-me a atenção para a Tia Preta, uma senhora que mora em Chelas, um bairro complicado em Lisboa, e que acolhe e cuida de crianças que dela precisam. Há anos que lutava contra um cancro na mama e agora descobriu que tem um tumor inoperável na cabeça. Com o devido crédito, reproduzo aqui o texto que a autora, Sónia Santos, publicou nas Selecções do Reader's Digest, porque acho que não é demais divulgar o trabalho de alguém que só quer o bem para os "seus" meninos.
"«Tia, vou à cozinha comer cereais, está bem?». Lizete Baessa ainda não tinha acabado de dizer que sim, «claro meu querido», quando outra voz atropelou a primeira: «Tia, ela não me deixa brincar…». A tia não perde tempo e apressa-se a chamar Lara: «Então? Porque é que não brincas com o Polho?». Lara explica que o miúdo, minúsculo e com ar de reguila, quer ficar com os brinquedos todos. Lizete admoesta o pequeno, pede que façam as pazes, «Vá, vão lá brincar juntos, vá», e claro que nisto um outro pedido se sobrepõe: «Tia, desculpe interromper… Vou só ali ao escritório buscar baunilha, está bem?» E ainda a tia preta ensaiava um «claro, meu amor» quando uma nova súplica se escutou: «Tia…»
Lizete Baessa tem 57 anos e no seu bairro, em Chelas, ela é a «tia preta». Todos a conhecem assim, todos são seus sobrinhos. A sua casa, o seu T2, que comprou à Câmara Municipal, não é sua, na verdade. É de todos os que queiram entrar. Mas não é só entrar. Não é só entrada por saída. A sua casa está aberta para tudo o que se queira. As crianças são livres de chegar de manhã, de tarde, de noite. De comer, tomar banho, ver televisão, fazer os trabalhos de casa, passar a noite. As crianças podem ter mãe e pai mas são, todas elas, os seus meninos. «São os meus meninos, sim. A partir do momento em que entram em minha casa, os miúdos são meus. Os filhos são deles, dos pais deles, mas os miúdos são meus.»
A tia preta vive há 15 anos no bairro de Chelas. Uma zona degradada onde os problemas sociais gritam em cada porta, em cada janela, em cada família. Lizete chegou há 15 anos e não tardou a fazer amigos. Um rapaz ajudou-a a montar a mobília, ela em troca oferecia-lhe comida. Daí a conhecer a irmã foi um instante. E a irmã tinha um bebé de um ano, o Pipo, a quem de imediato ganhou afeição. «Dá-me o teu menino», dizia Lizete à mãe, com o sorriso grande que é a sua marca. Certo é que o Pipo começou a frequentar a casa como quem frequenta a creche. Todos os dias. E depois dele, a irmã, Liliana. E por arrasto os outros, do prédio, das casas do lado, das ruas de trás. Pipo tem hoje 15 anos. Continua a entrar na casa da tia preta como quem chega ao seu próprio lar. Ele, a irmã, e todos os miúdos que se sentem ali melhor do que na casa onde vivem os familiares.
E, no entanto, não é bem como quem entra na sua própria casa. Muitos destes miúdos têm tudo para ser problemáticos. Muitos deles nasceram e vivem em famílias disfuncionais. Muitos terão comportamentos agressivos, muitos poderão ser revoltados, muitos serão como um pé-de-vento nas suas casas. Mas nada disso se nota, nada disso se sente na casa da tia preta. Ali há um respeito que é raro. Todos, dos dois aos 17 anos, pedem «por favor», todos dizem «obrigado», «com licença», ninguém levanta a voz. Se a tia preta diz não, é não. Se a tia preta diz sim, é sim. Naquela casa, têm todos uma educação tão esmerada que parecem fazer parte da mais nobre das famílias. O respeito nota-se até no modo como olham Lizete, um misto de ternura, gratidão e deferência.
«Aqui há regras. Eles respeitam-nas e não é preciso muito. Todos sabem o que fazer, todos sabem como funciona a casa, todos ajudam, como numa família. Claro que às vezes me zango. Tenho ali a ‘sete e quinhentos’ para me ajudar, e o banco do mocho. Qual é a casa onde uma mãe não se zanga com os seus meninos?» A «sete e quinhentos» é uma colher de pau que, apesar de nunca ter tido uso, serve de ameaça séria sempre que alguém foge da linha. O «banco do mocho» é uma pedra que existe à porta de casa, para onde vai quem se porta mal e tem de ir pensar na vida.
A partir das cinco da tarde e até à uma da manhã, a casa de Lizete Baessa é uma verdadeira instituição. Os miúdos começam a chegar da escola e vão ficando. Uns lancham, fazem os deveres e vão embora, outros jantam, outros ficam para dormir. Nunca se sabe. Às vezes, também vêm almoçar. «Ligam da escola a dizer que não gostam do almoço. Perguntam se podem vir comer umas salsichas. Claro que podem. Há sempre comida para mais um.» Para tudo isto, Lizete não conta senão consigo. E com a ajuda de quem, de repente, se lembra dela e da sua «obra» e lhe traz arroz, açúcar, massa, salsichas, atum. De resto, é ela quem gere a casa e os seus meninos. Tudo o que ganha vai para esta família alargada. E a vida, ainda por cima, não quis ser meiga para com ela.
Há quatro anos, esta ex-secretária teve de deixar de trabalhar porque teve de ser operada a uns pólipos que lhe apareceram nos intestinos. Ela não sabe se era o corpo a dar o aviso para algo pior. A verdade é que, dois anos depois, estava no duche, a cantar, como sempre, e de repente calou-se. E assim ficou, calada, com três mamas em vez de duas. Lizete soube imediatamente. «Pensei: estou feita. Percebi logo. Fui à médica de família no dia seguinte de manhã. E passado muito pouco tempo estava no IPO [Instituto Português de Oncologia]. Fui muito bem tratada. O meu carcinoma no peito media 7 centímetros. Estive um ano a fazer sessões de quimioterapia, para o reduzir. Depois fui operada, fiz 36 sessões de radioterapia, e agora continuo com a quimio, duas vezes por mês. Vamos ver… Está estável.»
Quando chegou ao IPO só pediu que não lhe escondessem nada: «Disse: senhor doutor, eu vivo sozinha numa casa cheia de crianças. Preciso de saber o que vai ser de mim, para os poder reunir e explicar.» E assim foi. Nesse dia, há dois anos, reuniu os seus meninos. E colheu reacções fabulosas. A reacção que mais a comoveu foi a dos que fugiram: «Houve um grupo que desapareceu. Disseram: ‘A tia vai morrer. Vamos ficar sem a tia’. E não quiseram esperar para ver. Não quiseram assistir a esse abandono. Foi o modo que tiveram de negar mais um sofrimento, mais uma perda nas suas vidas. Fugiram. Negaram-se a serem deixados. Comoveu-me isto. Mas eu cá continuo! E tenciono continuar!»
Continua e garante que são os seus meninos quem lhe dá força. «Acho que se não os tivesse não estaria aqui, cheia de energia, como se isto do cancro não fosse nada comigo. No dia em que vim do hospital, eles encheram-me a casa, como sempre, e não me deixaram ir à cama. Eles não me deixam parar, sabe minha querida? São a minha alegria. São a minha vida.»
Na casa do lado, vive Pedro. O tio Pedro. É ele que a apoia. É ele quem entra, enquanto a conversa decorre (interrompida mil vezes pela palavra «tia» suplicada por uma voz infantil), para levar roupa para secar. Roupa dos meninos, claro, que ali – como em qualquer casa onde vivem crianças – também se trata das roupas. «Dantes, quando eu tinha loiça em vidro, eles às vezes partiam um prato, um copo. E lá iam a correr bater à porta do tio Pedro para pedir que lhes arranjasse um prato dos seus, um copo dos seus, para eu não me zangar. Coitado! O desgraçado ficou sem serviço. E eu aprendi a lição: agora tenho um serviço de plástico! Mas acredita que também se parte?»
O tio Pedro tem a chave da casa da tia preta. As regras estão definidas. A tia sai e deixa a chave na porta ao lado. Quem chegar primeiro (ela ou uma das muitas crianças) apanha a chave e entra em casa. Às vezes é Lizete quem chega primeiro, outras vezes quando entra já lá está um, dois, dez, vinte. «No Verão chegamos a ser 25 à mesa. Faço uma grande tachada de frango frito ou salada russa. E comemos. E somos felizes. Eles falam comigo sobre tudo o que querem. Às vezes dizem: ‘Tia, preciso falar-lhe’. E eu só pergunto: ‘A sós ou falamos aqui todos?’ E às vezes eles dizem: ‘Hoje é só com a tia’. E eu oiço, dou conselhos, carinho… o que eles precisam. Sobre os pais não sei nada. Não quero saber. Não sei se ganham 100, 200, não sei nem me interessa se ganham mais do que eu. A mim interessam-me os miúdos. É por eles que eu quero fazer alguma coisa. É a eles que eu quero deitar a mão. Segurar. Ter em casa, debaixo de olho.»
A verdade é que ali estão entre iguais. A verdade é que ali têm regras. Têm alguém que lhes pergunta pela escola, pelos trabalhos de casa, pelos testes. Alguém que puxa as orelhas na hora certa. E aplaude quando deve de ser. Alguém que dá comida e colo e limpa o rabo. «Só gostava de ter uma casa maior, para receber mais meninos, ou os mesmos mas com outras condições. E, claro, se pudesse ter mais vezes carne e peixe para lhes dar…». Lizete não tem ajudas. Ou tem, pouquinhas. «Ainda agora fui fazer um contrato com a EPAL… recebi uma factura muito alta para pagar e tive de combinar um pagamento a prestações…», sorri. «O que é que eu hei-de fazer, minha querida? O que é que eu hei-de fazer?»
Fábio tem 16 anos e já perdeu a conta aos anos que frequenta a casa da tia preta. «Essa tia é uma senhora exemplar. Porque nos acolheu, porque nos acolhe, porque nos dá a mão. Porque não nos deixa ficar mal, e podemos contar sempre com ela.» Com ela, com o seu colo, com o seu sorriso. Lizete Baessa é a tia preta. É a mãe (ela que nunca foi mãe de verdade, no sentido de transportar um bebé no ventre), é o pai, é a família que muitos não têm. E que outros têm, mas que só debaixo da sua asa parecem encontrar a paz para poderem aprender a voar. "

Para quem quiser, e puder, levar alguma coisa, a morada da Tia Preta é
Rua Ricardo Ornelas, 375, R/C dto.
Bairro da Flamenga
Chelas.
1950-331 Lisboa

A associação da Tia Preta chama-se Pêndulo da Vida e o NIB para quem quiser ajudar é:
0033 0000 45393107461 05.

20 de julho de 2010

Docinho de morango


Para isto é que servem os frascos que guardo: para os doces que faço. Desta vez fiz doce de morango com morangos da minha horta que já se estavam a estragar. Arranjei os morangos e deixei macerar com açucar loiro de um dia para o outro. As quantidades são mais ou menos 500 gr de açucar para 1 kg de fruta. No dia a seguir coloquei a fruta e a calda num tacho e deixei ferver até reduzir e ficar com a consistência que eu queria. Ainda quente, deitei nos frascos já lavados e enxutos. Com o calor, as tampas vedam bem, impedindo que o doce se estrague.
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Eu adoro morangos!!


Palavras para quê?
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Jardineira de salsichas frescas


Isto de andar sempre a correr e não ter tempo para nada, andava a fazer-me repetir muito a comida. Este fim de semana decidi que já chegava! Pedi emprestados à minha mãe alguns livros de receitas e pesquisei coisas novas. Entre as (muitas) receitas que li este fim de semana, está esta de jardineira de salsichas frescas. Adaptei aos gostos cá de casa (tirei o chuchu) e o resultado é o da foto.

Primeiro alourei as salsichas frescas num pouco de azeite. Retirei as salsichas e deixei arrefecer antes de cortar aos bocados. No azeite refoguei um dente de alho e um pouco de cebola picada. Juntei o tomate (eu usei tomate congelado mas pode-se usar polpa de tomate ou tomate fresco) e deixei cozinhar um pouco. Deitei então o feijão verde e a cenoura e deixei cozinhar mais um bocado. Por fim junteias salsichas e as batatas e deixei acabar de cozinhar.

Perguntei ao Daniel se estava a gostar do jantar: "Ó mãe, as salsichas já marcharam todas, não vês?"
Mas que pergunta a minha...
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