24 de novembro de 2011

Recebi por e-mail este pedido e como este fim-de-semana vai haver recolha do Banco Alimentar, acho que é oportuno:

"A Sicasal é uma empresa Portuguesa. Ontem (15/11/11) as suas instalações fabris foram parcialmente destruídas por um enorme incêndio, pondo em causa o emprego de 150 dos seus mais de 500 trabalhadores. No meio da tragédia, a Administração veio assegurar que ninguém seria despedido e garantiu que, nem sequer haveria perdas salariais dos seus trabalhadores.
Estes disponibilizaram-se, de imediato, para trabalharem, se necessário, 24 horas seguidas para ajudarem à retoma da produção e organizaram-se em grupos de segurança e de limpezas para obviarem uma paragem demorada da laboração da fábrica.
Que dois belos exemplos!...
Assim, surgiu a ideia de adquirirmos produtos da Sicasal e posteriormente entregar ao Banco Alimentar.
Não só ajudaríamos quem bem o merece, como quem bem o necessita.
Compra produtos enlatados da marca Sicasal e entrega-os no Banco Alimentar
As empresas têm sucesso, quando Administrações e trabalhadores estão todos focalizados no mesmo objectivo.
Apoiemos aqueles que merecem antes de mais a nossa consideração."



23 de novembro de 2011

Lá em casa, já há data marcada para montar a árvore de Natal: dia 1 de Dezembro. Depois, no dia 8, faz-se a decoração. Não percebi bem o raciocício mas não fui eu a marcar a data, foi o Daniel e ele lá tem as suas razões.
A verdade é que não gosto de decorar a casa muito cedo, ficam muito ansiosos e todos os dias perguntam (ele principalmente) quando é que chega o Natal. Antes de eles nascerem, só lá para o dia 15, 20 é que eu ia buscar as caixas de decorações, o pinheiro artificial, o presépio e decorava a casa. Agora, fazemos isso mais cedo. Mas como o Natal é quando o homem (ou a mulher e os filhos) quer, um dia destes arrasto-me pelo sótão para chegar às caixas...

15 de novembro de 2011

Hoje fui dar com a Sara em pé no meu quarto, a olhar-se ao espelho. Já estava pronta para sair de casa, de casaco vestido e olhava para o espelho com um arzinho sonhador. Perguntei se estava tudo bem. Respondeu "estou gira, mãe".
Mais palavras para quê?

11 de novembro de 2011

Se o Inverno não erra o caminho, tê-lo-ei pelo S. Martinho

(imagem retirada da net)

E parece que assim é! Hoje é dia de chuva e de S. Martinho. Não se esqueçam de assar umas castanhas mais logo ou daqui a bocado. E se não gostam de castanhas assadas, não faz mal, preparem qualquer coisa e festejem na mesma.
Mais uma vez, na escola dos meus filhotes, vai haver magusto. Como eles continuam a não comer castanhas, mais uma vez levaram um bolinho. E qual foi? O de sementes de papoila!!
Acho que estou a ver o início de uma tradição!?
Bom dia de S. Martinho para vocês!!

4 de novembro de 2011

No dia 1 de Novembro também fomos ao Pão-por-Deus

Quando era criança, adorava ir ao Pão-por-Deus. Como morava na aldeia, conhecia toda a gente e nesse dia juntava-me às outras crianças a pedir o Pão-por-Deus. Era uma alegria completa quando nos davam doces e coisas boas (leia-se rebuçados, chocolates, etc) que nós não tínhamos habitualmente em casa. Corríamos a aldeia toda a bater às portas e ai de nós que deixássemos alguma para trás. Todos tinham qualquer coisa para nós, nem que fosse só uma peça de fruta. Lembro-me de um ano que me deram maçãs. Nesse ano recebi tantas maçãs. Também recebi outras coisas, mas a sacola era pequena, e eu também, e as maçãs enchiam-na e pesavam. Ainda hoje a minha mãe fala delas e de eu as ter deitado fora. Oh pá, eu era piquena e ainda mal tinha começado a volta e já não aguentava com o saco....
Quando vim morar para a cidade, ainda experimentei ir ao Pão-por-Deus. Mas já não tinha a mesma piada. Não conhecia as pessoas, não abriam as portas, é só prédios, desisti. Também, eu já tinha 10 anos, já era muito crescida para isso...
Desde que sou mãe, só vou ao Pão-por-Deus a casa da família e alguns amigos, porque têm sempre algum miminho para os meus filhos e levo também sempre qualquer coisa para retribuir.
Mas este ano fui com a criançada ao Pão-por-Deus. As minhas sobrinhas moram numa aldeia perto e convidaram o primo para ir com elas no dia 1. Claro que a Sara também quis ir. Sabendo de antemão que se ia cansar mais depressa que os outros, fui com eles. Começámos por ir buscar uma colega das minhas sobrinhas que mora um pouco mais acima e fizemos a primeira ronda por lá.
O Daniel nunca tinha ido ao Pão-por-Deus assim, a Sara muito menos. Para eles foi uma loucura. Lembrei-me tanto de quando era pequena como eles.. Assim que aprenderam a chamar "Pão-por-Deus!" não se calaram mais e eram os mais activos do grupo.
Para mim foi um alívio quando chegou a hora de almoço e me pude sentar. É que entretanto a Sara só queria colo porque as pernitas já não aguentavam a caminhada.
Como não tinham conseguido fazer toda a volta que tinham pensado, as minhas sobrinhas decidiram continuar de tarde. Mas desta vez, como era mais perto da casa delas, foram só os mais crescidos. Eu e a Sara ficámos em casa.
Agora tenho em casa um fornecimento de chocolates, rebuçados, gomas, chupas, amendoins, pevides, bolos secos e bolachas que não acaba.
Entretanto, e porque gosto de saber as coisas, fui pesquisar a origem desta tradição. Claro que há várias explicações. Mas a que eu prefiro é a que diz que remonta ao terremoto de Lisboa de 1 de Novembro de 1755. Nessa altura, as pessoas que foram afectadas percorreram os arredores a pedir um pão, por Deus.
A tradição é oferecer às crianças bolinhos tradicionais, castanhas, romãs, frutos secos, mas agora o que se oferece é mais à base de chocolates, rebuçados, etc.
Hoje em dia começa a perder-se um pouco esta tradição e começa a ver-se cada vez mais as crianças mascaradas na véspera à noite, a noite das Bruxas. Mas eu continuo a preferir o tradicional, e nacional, Pão-por-Deus.

Biscoitinhos

Eis a minha 1ª experiência com o dispara-biscoitos. Dizer que não me entendo com o dispara-biscoitos é favor. Ora sai um biscoito, ora não sai, ora sai só metade, enfim. Uma neura.
Mas no fim o sacrifício valeu a pena, pelo resultado obtido. Ficaram muito bons.


(antes de ir ao forno)

(depois de prontos)

A receita, fui buscá-la à Hélia:

100 gr. de Açúcar
180 gr. de Margarina
1 Ovo
2 colheres (de sobremesa) de Lavanda para Culinária (usei só uma mal cheia)
300 gr. de Farinha
1/2 colher (de sobremesa) de Fermento em Pó
1 pitada de Sal

Introduzir todos os ingredientes no copo da Bimby e programar 20 seg., vel. 6.
Em seguida programar 2 min., vel. espiga.
Também podem amassar tudo à mão até ficar uma massa que se despega da tijela.
Colocar a massa no dispara-biscoitos e disparar para um tapete de silicone (usei o tabuleiro do forno porque os meus biscoitos parecem alérgicos ao silicone, não colavam).
Vai ao forno pré aquecido a 200º até ficarem douradinhos a gosto.

3 de novembro de 2011

Era uma vez um casaco verde de menino. O menino cresceu e o casaco ficou arrumado. Até que a irmã do menino cresceu e cresceu até chegar a altura de ir buscar o casaco para ela vestir.
Só que o casaco verde era muito giro para o menino, mas muito triste para a menina. Então a mãe lembrou-se de dar um novo "ar" ao casaco. Pegou nuns bocados de feltro, uns botões giros, um bocado de paciência e foi à procura de jeito para costura. Este é o resultado:



A menina adorou e a mãe ficou toda contente porque além de poupar uns trocados, viu que até tem jeito para estas coisas.