30 de dezembro de 2013

Adeus 2013, Olá 2014

Não quero pensar nas coisas menos boas que aconteceram este ano, foram algumas. Desemprego, pessoas que se afastaram, etc. Não posso dizer que foi um ano mau, mas ainda não acabou e espero que não se estrague até amanhã. Em termos de saúde, alguns sustos com os meus pais, ambos com oitentas e ..., um exame cujo resultado só chega no início do ano, a asma, controlada, da minha filha que neste momento é uma Sara-pintada porque acordou cheia de borbulhas de varicela. Em resumo, até foi um ano assim-assim, não me posso queixar. Para este ano que vai começar entretanto, desejo força e energia para levar avante os meus projectos, lucidez para me organizar, saúde, amor, amigos, etc.
Agora vou começar a preparar os petiscos para amanhã à noite porque, apesar de ficarmos em casa, também temos direito à festa, em modo pijama, e a passagem de ano só acontece uma vez por ano.
Fiquem bem, tenham uma boa saída de 2013 e uma boa entrada em 2014 e que o novo ano vos traga tudo o que desejarem.

2 de dezembro de 2013

Um susto e um motivo de orgulho

No passado sábado participei numa "venda de garagem" numa associação local. Levei algumas "ternuras" (mais tarde mostro aqui) que fiz para vender e como iria durar todo o dia, os meus filhos quiseram ir para casa da minha mãe.  A avó planeou logo um passeio com os netos "ao centro" da cidade, fazer umas compritas. Foram no "toma" (transporte urbano local) porque os miúdos adoram andar no "toma" e eu fui para a "venda".
A meio da manhã, o susto. Recebo um telefonema de uma senhora que dizia estar com duas crianças e que a avó das crianças tinha desmaiado na rua mas que já tinham chamado uma ambulância. Disse-me onde estavam e que tinha sido o meu filho a dar-lhe o meu número de telefone para me ligar. Larguei tudo (a sorte é que estava a dividir o meu espaço com uma amiga que ficou a tomar conta das minhas coisas) e fui buscá-los.
Quando cheguei, ainda lá estava a ambulância com a minha mãe lá dentro. Os paramédicos apressaram-se a garantir que a minha mãe já tinha recuperado e perguntaram-me se era habitual acontecer isto e eu respondi que já se tem sentido mal mas que nunca tinha chegado a desmaiar. Disseram-me que os níveis (açúcar, tensão) estavam normais e que ela não queria ir para o hospital. Nessa altura ela já me dizia que se sentia bem e que queria ir para casa.
A senhora que me ligou também lá estava, assim como outro casal que cuidou dos meus filhos. Eu agradeci e agradeci mas acho que nunca se agradece o suficiente. Contaram-me que a avó se sentou e desmaiou e que os dois estavam a tentar levantá-la. Cada vez que imagino, fico com o coração mais apertado. As pessoas viram aquilo e aproximaram-se para ajudar. Chamaram a ambulância e o meu filho deu-lhes o meu número de telefone para me ligarem. E estavam todos admirados como ele, tão pequeno, sabia de cor o meu número. Expliquei que ele, de vez em quando, quando preciso de sair para ir às compras ou com a irmã à natação, pede-me para ficar em casa, sozinho. Deixo-o, não sem alguma preocupação, mas com uma lista dos números de telefone da mãe, do pai, da avó, para o caso de ele precisar de alguma coisa e uma lista de recomendações "não abrir a porta a ninguém", "não ir para a varanda ou janela", "é como se não estivesses em casa". Entretanto ele decorou o meu número e já não precisa da lista.
Há pessoas que podem pensar que sou uma desnaturada por deixar uma criança de 8 anos sozinha em casa, mas acho que, com os devidos cuidados, é bom começar a dar-lhe alguma autonomia. Aprende a não estar tão dependente de mim e, numa situação de emergência, não entra logo em pânico e consegue ter lucidez para dar o meu número de telefone a alguém para me chamar. É claro que fiquei muito orgulhosa dele. Lá estava ele, o meu homenzinho, a segurar a mão da irmã, a cuidar dela. O meu pequeno herói.
Depois de assinar os papéis  necessários, levei-os a todos de volta à casa da minha mãe. Não quiseram ir para casa, apesar de o pai lá estar, mas a trabalhar. Em casa da avó era mais divertido e ficava a dois passos da minha "venda".
O que aconteceu com a minha mãe é que ela não pode ficar muito tempo sem comer. Quando isso acontece, começa a sentir-se fraca e cansada e tem que comer qualquer coisa. Em casa, senta-se um pouco até recuperar e depois vai comer. Quando saio com ela ou vou com ela às compras, levo sempre um pacote de bolachas porque já sei que assim que acabamos a ronda num supermercado, ela precisa de comer apesar de não se queixar. São 82 anos e a idade não perdoa. Contou-me mais tarde, no sábado, que tinha ido a um sítio, depois voltou atrás e subiu e desceu escadas e que só queria voltar para casa para, então, comer qualquer coisa. Mas cansou-se muito e não aguentou.
Depois disse-me que apesar de gostar muito de sair com os netos, não o vai fazer mais. A única preocupação dela enquanto se sentia a ir abaixo, eram os netos que iam ficar sozinhos no meio da rua. Se por um lado concordo com ela, por outro também penso que, estando lá o neto, conseguiram avisar-me e fui buscá-los. Mas nem consigo imaginar a aflição das crianças. Pode ser que assim ela se habitue a ter umas bolachas na mala e o telemóvel para pedir ajuda.
E assim se passa um sábado...
Espero que o,vosso tenha sido "menos animado".

13 de novembro de 2013

Já está tudo combinado, os pormenores acertados, os valores aprovados, só falta mesmo assinar os papéis e 6ª feira, dia 15, será o último dia. Ao fim de 21 anos e 5 meses, vou voltar a estar desempregada. Tive a sorte de ter um emprego fixo durante tanto tempo, mas como acontece com quase tudo, acabou. A empresa não aguenta tantos encargos e propôs rescisões amigáveis a quem estivesse disponível. Prometeram garantir todos os direitos, indemnização, papéis para o desemprego, etc., e esta amiga decidiu aproveitar a deixa. Se fiz bem ou mal, logo se verá. Estou em paz, estou resolvida com a situação, mas vai custar. Entrei para aqui uma jovenzinha de 19 anos e saio com 40, o que quer dizer nos dias de hoje, uma velha. Durante este tempo conheci muita gente diferente, pessoas boas, pessoas más, pessoas horríveis, pessoas francas, pessoas falsas, pessoas sérias, pessoas do mais desleal possível, mas aprendi a lidar com todas elas, fossem clientes, colegas ou chefias. Aprendi a domesticar o meu mau feitio e a não me envolver tanto em alguns problemas que surgiram. Em alguns casos tornei-me mesmo fria e desligada, "nem quero saber" passou a ser o meu lema. Erradamente. Até porque queria e quero saber e o resultado era levar essa carga para casa e descarregar em cima de quem não tinha culpa mas que sempre aguentou e desvalorizou a "descarga". Por isso quando foi posta na mesa a proposta de saída amigável, o primeiro apoio veio exactamente de casa. "Aceita, diz que estás disponível". É arriscado, mas já não tenho medo. Sei que tenho capacidade para conseguir o que quiser, basta querer. Tenho ideias, tenho projectos, tenho vontade de fazer e aprender. E tenho capacidade para trabalhar. Sempre disse que precisava de um empurrão, espero saber aproveitar.
Como diz a canção, "este é o primeiro dia do resto da tua vida".

2 de outubro de 2013

Tomei uma decisão muito importante. Uma grande alteração na minha vida. É um risco muito grande, principalmente nesta altura do campeonato, mas entre agora ou mais tarde, escolhi agora porque não acredito que mais tarde seja diferente. Tenho que me preparar para as consequências. Felizmente tenho o apoio de quem importa. O resto, "logo se há-de ouvir dizer".

31 de agosto de 2013

Mais uma utilização para a folha de alumínio

Há tempos postei aqui várias sugestões para utilizar a folha de alumínio. Nestas férias descobri mais uma. Este ano, mais uma vez, as férias foram passadas no parque de campismo. E como este ano estava previsto levar as minhas sobrinhas gémeas de 12 anos, achei que era altura de comprar um fogão melhor do que o bico de gás portátil que usava quase sempre. Na verdade, como tenho uma rulote que vem equipada com fogão, esta compra parece desnecessária, mas eu não gosto de cozinhar dentro da rulote e se fosse preciso fazer qualquer coisa no fogão, para 6 pessoas, bem, não me agradava a ideia.
Assim, comprámos o fogão e começámos a dar uso num almoço em que me pediram arroz para acompanhar os grelhados. Mas havia vento e o tacho não fervia. Eu já tinha dito ao meu marido que precisávamos de um tapa-vento, mas como homem que é, achava que não. Então inventei. Peguei na folha de alumínio, dobrei ao meio e prendi na grade do fogão. Funcionou na perfeição e é fácil de arrumar. E limpar.


30 de agosto de 2013

Coisas que se fazem nas férias

Este ano levei as agulhas e linhas (de crochet) comigo para o campismo. O meu filho ainda sugeriu a máquina de costura, mas pensando melhor, deixei-a em casa. Chamem-me maluca mas ainda pensei levá-la. Mas como em férias o tempo não chega para nada, só fiz 2 ou 3 coisitas:

Bolsas decoradas:

 Quando as comprei eram assim, mas achei que eram pouco atraentes e resolvi dar um toque de decoração


Para a  minha bolsa, uma big flor amarela


Para a bolsa da princesa, três flores escolhidas por ela


Ficaram um pouquito mais giras :)

E para que servem estas bolsas no campismo? Para a escova e pasta de dentes, escova de cabelo, papel higiénico e toalhetes. E lá andamos nós todas vaidosas, de bolsa na mão, cada vez que precisávamos de .... lavar as mãos.


6 de agosto de 2013

25 de julho de 2013

  Durante a visita a um hospital psiquiátrico, um dos visitantes perguntou ao director:
- Qual é o critério pelo qual vocês decidem quem precisa ser hospitalizado aqui?
O director respondeu:
- Nós enchemos uma banheira com água e oferecemos ao doente uma colher, um copo e um balde e pedimos que a esvazie. De acordo com a forma que ele decida realizar a missão, nós decidimos se o hospitalizamos ou não.
- Ah! Entendi. - disse o visitante. Uma pessoa normal usaria o balde, que é maior que o copo e a colher.
- Não! - respondeu o director - uma pessoa normal tiraria a tampa do ralo. O que o senhor prefere? Quarto particular ou enfermaria?

"Às vezes a vida tem mais opções do que as oferecidas, basta saber enxergá-las".

Agora diga a verdade... você também escolheu o balde, não foi? Semana que vem vou lá ao hospital  fazer uma visitinha...

22 de julho de 2013

Coisas de cabelos cortados

No sábado, mais uma vez, ouvi a frase "Daniel, tenho que te dar dinheiro para ires cortar o cabelo?". Isto foi o meu pai, mais uma vez, a chamar-me a atenção para o cabelo do meu filho, que já estava enorme. Ora, o meu problema, felizmente, não é a falta do dinheiro para cortar o cabelo ao rapaz, mas sim a falta de tempo para o levar a algum sítio com profissionais que cortem cabelo, barbeiro ou cabeleireiro. E foi isso mesmo que respondi ao meu pai, levando o assunto na desportiva e com bom humor. Chegados a casa, já fora de horas para ir à minha cabeleireira, peguei na máquina de cortar cabelo (comprada há alguns anos quando o meu cliente ainda não era esquisito e não pedia poupas e penteados à futebolista com gel) e cá vai disto. Pente 3 na cabeça toda. Só digo que na cabeleireira é mais fácil, o número de queixas "tenho comichão no pescoço" é nulo, o trabalho de limpar todo o cabelo é dela e não meu e o trabalho fica sempre muito melhor. Mas no fim, o cliente ficou todo contente e isso é o que me importa.
No sábado, então, foi dia de cortar o cabelo ao Daniel. Está carequinha e tão giro. Vai ser uma surpresa para os avós quando o virem.
Mas o corte de cabelo do Daniel tem mais que se lhe diga. É que no fim, a irmã lembrou-se que também queria cortar o cabelo. "Mas Sara, a mãe cortou-te a franja a semana passada". "Mas eu quero cortar AGORA igual ao mano!" , "Sara, o mano está careca! Também queres ficar careca??" "SIIIIMM!!", "Mas depois não podes usar os ganchos e as bandoletes!", "NÃO FAZ MAL!"
Depois de muito choro e bate-pé (nova moda) em que estive quase, quase a cortar-lhe o cabelo à escovinha, lá se resignou a ir cortar o cabelo sim, mas na cabeleireira, quando a mãe for.
Ai, gente pequena!

12 de julho de 2013

Ideias, projectos, coisas giras para fazer... Tudo isto a girar na minha cabeça. Se eu tivesse aqui uma máquina de costura ou agulha e linha (de costura, de crochet, etc) saía já qualquer coisa, mas vou ter que esperar até chegar a casa....

 (imagem retirada da net)

11 de julho de 2013

Banda sonora dos meus dias

Abre a porta que está calor
Tic-tic-tic, toc-toc-toc, 
Tic-tic-tic, toc-toc-toc, 
Tic-tic-tic, toc-toc-toc, 
PUM-PUM-PUM-PUM,
fecha a porta que está muito barulho
vrrrrr, 
abre a porta que está muito calor cá dentro
VROOMMMMMMM, 
pac-pac-pac, 
fecha a porta que entra o pó
abre a porta que está calor
CLANG-CLANG-CLANG-CLANG, 
fecha a porta que está muito barulho e não se ouve o que o cliente diz ao telefone que só toca na altura em que está barulho
pi-pi-pi-pi-pi,
Tic-tic-tic, toc-toc-toc, 
Tic-tic-tic, toc-toc-toc, 
abre a porta que está calor
vrrrrr,
pi-pi-pi-pi-pi,
Tic-tic-tic, toc-toc-toc, 
Tic-tic-tic, toc-toc-toc, 
Tic-tic-tic, toc-toc-toc, 
Tic-tic-tic, toc-toc-toc, 
TRRRRRRRREEEEEEEEEE
discussão entre trabalhadores numa língua desconhecida para mim
Tic-tic-tic, toc-toc-toc, 
Tic-tic-tic, toc-toc-toc, 
Tic-tic-tic, toc-toc-toc, 
...

(obras na rua, já duram há 1 mês, dizem que acaba para a semana)


26 de junho de 2013

O frasco da maionese, as bolas de golfe e o café

Quando as coisas na vida parecem demasiado IMPORTANTES, quando 24 horas por dia não são suficientes...Lembra-te do frasco de maionese e do café.

Um professor, durante a sua aula de filosofia sem dizer uma palavra, pega num frasco de maionese e esvazia-o...tira a maionese e enche-o com bolas de golfe.
A seguir perguntou aos alunos se o frasco estava cheio. Os estudantes responderam sim. Então o professor pega numa caixa cheia de caricas e mete-as no frasco de maionese. As caricas encheram os espaços vazios entre as bolas de golfe. O professor voltou a perguntar aos alunos se o frasco estava cheio, e eles voltaram a dizer que sim.
Então...o professor pegou noutra caixa...uma caixa cheia de areia e esvaziou-a para dentro do frasco de mayonese. Claro que a areia encheu todos os espaços vazios e uma vez mais o pofessor voltou a perguntar
se o frasco estava cheio. Nesta ocasião os estudantes responderam unânimes "Sim !".
De seguida o professor acrescentou 2 taças de café ao frasco e claro que o café preencheu todos os espaços vazios entre a areia. Os estudantes nesta ocasião começaram a rir-se...mas repararam que o
professor estava sério e disse-lhes: 
"QUERO QUE SE DÊEM CONTA QUE ESTE FRASCO REPRESENTA A VIDA. As bolas de golfe são as coisas importantes: como a família, os filhos, a saúde, os amigos, tudo o que te apaixona. São coisas, que mesmo que se perdessemos tudo o resto, nossas vidas continuariam cheias. As caricas são as outras coisas que importam como: o trabalho, a casa, o carro, etc.
A areia é tudo o demais, as pequenas coisas.
Se tivéssemos posto 1º a areia no frasco, não haveria espaço para as caricas nem para as bolas de golfe
O mesmo acontece com a vida. Se gastássemos todo o nosso tempo e energia nas coisas pequenas, nunca
teríamos lugar para as coisas realmente importantes. Presta atenção às coisas que são cruciais para a tua Felicidade. Arranja tempo para ires ao medico,namora e vai com a tua/teu namorado/marido/mulher jantar fora, Pratica o teu desporto ou hobbie favorito. Haverá sempre tempo para limpar a casa e reparar as canalizações. Ocupa-te das bolas de golfe primeiro, das coisas que realmente importam. Estabelece as tuas prioridades, o resto é só areia..."
Um dos estudantes levantou a mão e perguntou o que representava o café.
O professor sorriu e disse:
"...O café é só para vos demonstrar, que não importa o quanto a vossa  vida esteja ocupada,sempre haverá espaço para um café com um amigo. "
Copiado da net
 Vai um cafezinho?

29 de maio de 2013

Ainda bem que não posso ir...

Estou aqui a "passear" pela net e a ver coisas giras e interessantes e que eu quero, enfim. E vou dizendo ao meu marido "olha, quando fores à Cash Converters (loja de artigos em 2ª mão) vê se encontras isto, quando vires aquilo diz-me o preço,..". Isto porque ele trabalha em Lisboa e todos os dias tem possibilidade de passar em vários sítios muito interessantes para mim, que não vou lá com a frequência dos meus desejos. Mas depois penso que até é melhor assim, senão seria a desgraça completa. Porque, se por um lado a possibilidade de ter as coisas que quero a um preço mais baixo é muito aliciante, por outro começo a pensar se preciso mesmo, depois chego à conclusão que não preciso, mas fico a pensar que era giro ter. O que me salva é ser poupadinha (há quem chame forreta, agarrada, sovina) e quero as coisas mas não abro os cordões à bolsa. E além disso o meu marido está a olhar para o Discovery e não me liga nenhuma.

Coisas que me acontecem e que acho interessante partilhar - II

Como o meu marido trabalha a recibo verde, tinha que entregar o IRS até ao fim deste mês. Ontem, finalmente, fiz a entrega pela net. Entre esquecer e não me lembrar quase acabava o prazo. E hoje (não podia ser de outra maneira) fiquei a saber que deveria ter entregue também o anexo SS. Podem ler a notícia aqui. Esse anexo vem substituir uma declaração que, no ano passado, os trabalhadores independentes tiveram que preencher no site da Segurança Social. Este ano resolveram juntá-lo ao IRS mas não avisaram ninguém. Ok, parece que nas repartições há uns avisos afixados. Mas fiquem descansados que se não o entregarem, não há problema, a Segurança Social entrará em contacto com os faltosos para que forneçam essa informação (!!). Claro que haverá uma coimazita entre os 50 e os 250 euros, coisa pouca... E pronto, logo lá vou entregar uma declaração de substituição. Ainda estou dentro do prazo mas espero que não haja problemas com isso...
Fiquem bem :)

27 de maio de 2013

Coisas que me acontecem e que acho interessante partilhar...

1- Na passada 6ª feira fui ao Lidl. Coloquei a moeda no carrinho, fiz as compras, paguei e fui para o parque de estacionamento arrumar as compras no carro. Assim que chego ao carro, aparece uma mulher que costuma andar por lá a pedir esmola. Começa a pedir isto e aquilo e eu a dizer que não e ela a insistir, enfim, já devem conhecer a rotina. Não costumo dar esmola, nem moedinha aos arrumadores. Há situações em que prefiro pagar uma sopa ou uma sandes porque vêm ter comigo e dizem que têm fome. Mas esmola não costumo dar. Ainda para mais quando é para o vício ou para o chulo. Aquela não tinha fome até porque queria que eu lhe desse uma garrafa de champanhe! Arrumei as compras sempre atenta a ver se ela não deitava a mão a nada e fui arrumar o carrinho. Quando enfio o cadeado... onde está a moeda? Não está lá, não caiu. Fico feita tonta a olhar para o carro e para o chão e a pensar onde raio estará a moeda! Vem o segurança e pergunta-me se eu não a tinha tirado já. "Não". "Então alguém tirou", diz ele. "Como??" Pergunto eu. "Ah as moedas saem bem, é só puxar. As romenas é que costumam fazer isso. Andava aí uma há bocado". E eu "Ok, então foi isso! Ela andou ali à minha volta e deve ter-se aproveitado enquanto eu arrumava as compras". De volta ao estacionamento, nem sombra dela. Pudera.
Meu conselho: no supermercado, se conseguirem tirem logo a moeda do carrinho. Quanto mim, a lição custou-me um euro.

2- Hoje fui a Lisboa, com a minha filha, para uma consulta. Geralmente vou de autocarro e venho com o meu marido que tem que lá ir todos os dias porque trabalha lá e assim vai-nos buscar no fim da consulta. Mas como a consulta de hoje foi de manhã, fizemos as coisas ao contrário, fomos com ele e viemos de autocarro. Como ia com a minha filha, meti-me num táxi no fim da consulta porque perder-me sozinha no metro é uma coisa, com a miúda é outra. Falta de hábito, é o que é. Como dizia, meti-me num táxi e pedi para me levar ao Campo Grande para apanhar a Rápida da Rodoviária, confiante (dah) que o senhor motorista me deixaria no sítio certo ou perto. Uma coisa interessante é que o terminal das chegadas é "dentro" do recinto. Mas as partidas, pelo menos da Rápida da Rodoviária, são fora do recinto, do outro lado da estrada, enfim uma confusão. Ok, deixou-me na zona das chegadas com a desculpa que não sabia onde eram as partidas. Para pagar 4,25 eur, (pois, de metro é mais barato) dei uma nota de 10 eur mais 25 cêntimos em moedas e pedi factura. Ele dá-me de troco 5 eur e a factura. E eu a ver que o euro estava a ficar esquecido, perguntei "então não são 4 euros?". "Olha, pus aqui o troco e já ficava a moeda". Espertalhão!
Como disse antes, o senhor deixou-me na zona das chegadas. E agora para que lado é? O meu marido bem tinha explicado o caminho, mas para quem conhece é fácil, agora eu que sou uma naba completa, enfim...Quem tem boca vai a Roma e lá descobri para onde tinha que ir. Depois de estar dentro do autocarro com a minha piquena, comecei a juntar as peças: 1º- o "senhor" deve usar a técnica do esquecimento do troco muitas vezes, algumas vezes deve ter sorte. 2º - Como percebeu que eu não sabia onde era o terminal das partidas, para quê dar uma volta tão grande sem perspectivas de arranjar novo serviço? Assim, deixou-me num sítio que para ele era mais jeitoso para arranjar novos clientes e eu que me arranjasse. E assim se presta um "belo" serviço ao cliente! 3º - Por que raio é que a bilheteira da Rodoviária está ao pé das outras bilheteiras, "dentro" do recinto, se os bilhetes se compram na "camioneta" que está parada p'raí a 300 mts fora do recinto? 4º -Da próxima vez presto mais atenção às explicações do meu marido!

23 de maio de 2013

Hoje o meu filho faz anos e é dia de festa!!


E já se passaram 8 anos. Cada vez que olho para ele fico admirada como o tempo passa. Está um homenzinho, desenrascado, despachado, prestável, independente. E feliz. Espero que continue assim.



16 de maio de 2013

Ainda a propósito do dia da Mãe

Encontrei este texto no blogue Criar com Tecidos, um blogue que sigo e que tem ideias muito giras para fazer, lá está, com tecidos.
É um ponto de vista bem realista sobre o que é ser mãe.

 "“MÃE É MÃE: mentira !!!
Mãe foi mãe, mas já faz um tempão!
Agora mãe é um monte de coisas: é atleta, atriz, é superstar.
Mãe agora é pediatra, psicóloga, motorista.
Também é cozinheira e lavadeira.
Pode ser política, até ditadora, não tem outro jeito.
Mãe às vezes também é pai.
Sustenta a casa, toma conta de tudo, está jogando um bolão.
Mãe pode ser irmã: empresta roupa, vai a shows de rock pra desespero de algumas filhas, entra na briga por um namorado.
Mãe é avó (oba, esse é o meu departamento!): moderníssima, antenadíssima, não fica mais em cadeira de balanço, se quiser também namora, trabalha, adora dançar.
Mãe pode ser destaque de escola de samba, guarda de trânsito, campeã de aeróbica, mergulhadora.
Só não é santa, a não ser que você acredite em milagres.
Mãe já foi mãe, agora é mãe também.

MÃE É UMA SÓ: mentira !!!
Sabe por quê?
Claro que sabe!
Toda criança tem uma avó que participa, dá colo, está lá quando é preciso.
De certa forma, tem duas mães.
Tem aquela moça, a babá, que mima, brinca, cuida.
Uma mãe de reserva, que fica no banco, mas tem seus dias de titular.
E outras mulheres que prestam uma ajuda valiosa.
Uma médica que salva uma vida, uma fisioterapeuta que corrige uma deficiência, uma advogada que liberta um inocente, todas são um pouco mães.
Até a maga do feminismo, Camille Paglia, que só conheceu instinto maternal por fotografia, admitiu uma vez que lecionar não deixa de ser uma forma de exercer a maternidade.
O certo então, seria dizer: mãe, todos têm pelo menos uma.

SER MÃE é PADECER NO PARAÍSO: mentira!
Que paraíso, cara-pálida?
Paraíso é o Taiti, paraíso é a Grécia, é Bora-Bora, onde crianças não entram.
Cara, estamos falando da vida real, que é ótima muitas vezes, e aborrecida outras tantas, vamos combinar.
Quanto a padecer, é bobagem.
Tem coisas muito piores do que acordar de madrugada no inverno pra amamentar o bebê, trocar a fralda e fazer arrotar.
Por exemplo?
Ficar de madrugada esperando o filho ou filha adolescente voltar da festa na casa de um amigo que você nunca ouviu falar, num sítio que
você não tem a mínima idéia de onde fica.
Aí a barra é pesada, pode crer…


MATERNIDADE é A MISSÃO DE TODA MULHER: mentira !!!
Maternidade não é serviço militar obrigatório!
Como já disse o Vinicius: filhos, melhor não tê-los, mas se não tê-los, como sabê-los?
Vinicius era homem e tinha as mesmas dúvidas.
Não tê-los não é o problema, o problema é descartar essa experiência.
Como eu preferi não deixar nada pendente pra a próxima encarnação, vivi e estou vivendo tudo o que eu acho que vale a pena nesta vida mesmo, que é pequena mas tem bastante espaço.
Mas acredito piamente que uma mulher pode perfeitamente ser feliz sem filhos, assim como uma mãe padrão, dessas que têm umas seis crianças na barra da saia, pode ser feliz sem nunca ter conhecido Paris, sem nunca ter mergulhado no Caribe, sem nunca ter lido um poema de Fernando Pessoa.
É difícil, mas acontece.

MAMÃE, EU QUERO: verdade!
Você pode não querer ser uma, mas não conheço ninguém que não queira a sua.”
Esse texto foi escrito por alguém. Mas por quem? Está na Internet sem os créditos. Se você for o autor dessa maravilha, entre em contato para que eu possa ter a satisfação de mencionar você aqui."

9 de maio de 2013

Dia da Espiga

Hoje é dia da espiga e lembro-me de, em criança, adorar ir à espiga. Morava no campo nessa altura. Depois vim morar para a cidade e como não tinha meios para ir aos arredores, perdi essa ligação. Mas desde que os meus filhos foram para a creche, começaram a ir à espiga com os colegas e voltou o bichinho de ir ao campo apanhar o raminho.
É pena hoje estar farrusco, não sei se conseguem ir apanhar a espiga, pela escola, mas no sábado, se estiver bom tempo, lá vamos nós.
Por isso, se alguém quiser ir à espiga, o ramo é composto por:
trigo - representa o pão
malmequer branco - prata
malmequer amarelo - ouro
papoila - amor, vida (por causa do vermelho sangue)
ramo de oliveira - paz
videira - alegria (vinho ;) )
alecrim - saúde


Este ramo deve ser pendurado atrás da porta da entrada para atrair só coisas boas e deve ser substituído no ano seguinte pelo ramo novo.
Penso não me ter esquecido de nada.
Bom dia da Espiga!!

8 de maio de 2013

Ainda as princesas...

À noite, em casa, diz-me a minha filha:
"Olha mãe, afinal quero um bolo das princesas porque eu sou uma princesa"

O que vale é que é só em Junho, até lá ainda pensamos noutra coisa qualquer...

Por agora temos o aniversário do mano daqui a 2 semanas.

7 de maio de 2013

Coisas de princesas

Conversa com a minha filha que vai fazer 4 anos:
-"Então, filhota, queres um bolo das princesas para os teus anos"

-" Não, quero um bolo "monster high"!"


Pronto, agora as princesas são outras...

26 de abril de 2013

Bichos da seda - parte II

Já temos casulos!! Como são 10 bichinhos e a caixa só tem 4 cantos (eles gostam de fazer casulos em cantos e esquinas) fui buscar uma caixa de ovos, cortei uns bocados e pus na caixa. Já estão a usar. E já sei o que fazer com os bichinhos que nascerem: devolvo ao dono inicial que faz criação. É que estava-me a custar pensar em matar as criaturas. Estou a ficar lamechas com a idade, só pode.

24 de abril de 2013

Temos moradores novos cá em casa. São 10, pequeninos em tamanho mas grandes na sua espécie. Comem que só visto e vivem numa caixa de sapatos. Já cá estão desde 6ª feira. Era para terem vindo na 5ª mas ficaram esquecidos pelo "pai" na escola. Agora, a preocupação cá em casa é "onde arranjar folhas de amoreira"? Já adivinharam? Isso, cá em casa moram bichinhos da seda. O que vou fazer com eles? Não faço ideia. Deixo continuar a criação? Não me parece. Isso de as fêmeas porem centenas de ovos não me parece boa notícia (para mim). Lá chegaremos. Por enquanto, já descobri onde há amoreiras aqui no burgo e se quiserem saber quem sou eu, sou a maluca ao saltos na avenida para chegar às folhas!!
Fazemos cada figura triste pelos filhos!

17 de abril de 2013

Ontem fiz anos e esta foi a prenda dos meus filhos:


Obrigada, coisas boas da mãe :) :)

12 de abril de 2013

4 de abril de 2013

As minhas Ternuras

Aos poucos vou actualizando a minha página no facebook


Capa em tecido, com elástico, para agenda ou caderno A5



Bolsinha porta-lenços


 Carteira para documentos


2 de abril de 2013

Coisas que eu faço... para os filhos

Vi a ideia na net, não me lembro onde:


1 caixa de marcadores

1 caixa vazia e rolos de papel higiénico

Papel de embrulho, cola

"Este macadói vai p'aqui, este macadói vai p'aqui, este macadói vai p'aqui, ..." (a mãe já volta para tirar a foto final)

Tcharam...

15 de março de 2013

Estava eu aqui sossegadita a navegar na net trabalhar, quando chega uma colega. Levantei-me para ir ter com ela à porta e diz-me ela "tás mais magra". Oh pá, fiquei tão contente. Não sou neurótica com o peso, mas tenho-o em excesso e como passo o dia todo sentada, ele tem tendência a aumentar.
Mas de há uns meses para cá tenho tido mais cuidado com a alimentação, como sempre a sopa no início da refeição, noto que as porções do 2º prato já diminuíram, bebo água durante o dia, faço lanches a meio da manhã e da tarde sempre que possível e com fruta ou iogurte, frutos secos, umas bolachas integrais. Claro que às vezes a coisa descarrila, mas no geral tenho tido cuidado. Não me tenho pesado porque a balança lá de casa ficou sem pilhas e porque não gosto de me pesar na farmácia porque ficam todos a saber e ninguém tem nada com o meu peso. E assim não entro em paranóia.
Fazer exercício tem sido complicado, ainda não consigo me organizar nesse sentido, mas sempre que posso ando a pé. Ainda hoje deixei o carro em casa dos meus pais (os meus filhos ficam lá depois da escola) e vim a pé para o trabalho, são 10 minutos de caminhada para cada lado e com o passeio a seguir ao almoço, sempre é melhor que nada.
Mas voltando ao início deste post, fiquei tão contente!! É uma perda lenta, mas espero que eficaz. E se conseguir manter e melhorar os bons hábitos, espero que definitiva.

8 de março de 2013

Para reflectir

Hoje li isto no facebook:

UM PUNHADO DE SAL

"O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d'água e bebesse.
- Qual é o gosto? - perguntou o Mestre.
- Ruim. - disse o jovem sem pensar duas vezes.
O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse junto com ele ao lago. Os dois caminharam em silêncio, e quando chegaram lá o mestre mandou que o jovem jogasse o sal no lago. O jovem então fez como o mestre disse.
Logo após o velho disse:
- Beba um pouco dessa água.
O jovem assim o fez e enquanto a água escorria do queixo do jovem o Mestre perguntou:
- Qual é o gosto?
- Bom! - o jovem disse sem pestanejar.
- Você sente o gosto do sal? - perguntou o Mestre.
- Não. - disse o jovem.
O Mestre então sentou ao lado do jovem, pegou em suas mãos e disse:
- A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido de tudo o que está a sua volta. É dar mais valor ao que você tem em detrimento do que ao que você perdeu. Em outras palavras: É deixar de ser copo, para tornar-se um Lago."

Dia Internacional da Mulher

Ia escrever muita coisa sobre o dia da Mulher que devia ser todos os dias e blá, blá, blá... Mas o que importa neste dia, e em todos os outros, são as mulheres que ainda não conseguiram ter os seus direitos assegurados, seja na vida pessoal, seja na vida profissional. E por isso lembro aqui a origem desse dia.

PORQUÊ O DIA 8 DE MARÇO
Neste dia, do ano de 1857, as operárias têxteis de uma fábrica de Nova Iorque entraram em greve, ocupando a fábrica, para reivindicarem a redução de um horário de mais de 16 horas por dia para 10 horas. Estas operárias que, nas suas 16 horas, recebiam menos de um terço do salário dos homens, foram fechadas na fábrica onde, entretanto, se declarara um incêndio, e cerca de 130 mulheres morreram queimadas. Em 1910, numa conferência internacional de mulheres realizada na Dinamarca, foi decidido, em homenagem àquelas mulheres, comemorar o 8 de Março como "Dia Internacional da Mulher". De então para cá o movimento a favor da emancipação da mulher tem tomado forma, tanto em Portugal como no resto do mundo.

O QUE SE PRETENDE COM A CELEBRAÇÃO DESTE DIA
Pretende-se chamar a atenção para o papel e a dignidade da mulher e levar a uma tomada de consciência do valor da pessoa, perceber o seu papel na sociedade, contestar e rever preconceitos e limitações que vêm sendo impostos à mulher. 

Um bom dia para todos, homens e mulheres.

7 de março de 2013

As Ternuras da Cristina

Nasci agora. Querem visitar-me?

Coisas de crianças e sopa

Quando a barriga da sopa está cheia (porque também há a barriga do jantar que às vezes enche logo e a barriga da sobremesa que está sempre vazia, sem falar da barriga do iogurte, do chocolate, etc.), começam as negociações:
-Não quero mais sopa...
- Só mais duas colheres!
- Já comi as duas colheres...
- Não vi! Repete para eu ver.
- ...
- Foram duas colheres muito mal cheias, não tinham sopa nenhuma! Vá, mais duas colheres bem cheias (já conto 6 ou estou enganada?)

Lá em casa são só mais duas colheres para acabar a sopa, mas têm que ser bem cheias e como a mãe está sempre a olhar para outro lado nem sempre vê se está bem cheia e tem que se repetir... Mas são só mais duas...
Eu vou parar ao inferno por estar a enganar as crianças!!!

4 de fevereiro de 2013

Quando Isabel Jonet disse que tínhamos de nos convencer que não podíamos comer bife todos os dias, não me ofendi apesar de não comer bife todos os dias. Percebi o que ela quis dizer, o país estava habituado a viver acima das suas possibilidades, não eu, não tu, ninguém em específico, mas muita, muita gente, senão não haveria o problema do sobreendividamento das famílias.
Quando a "Pepa" disse que gostaria de ter uma mala Chanel, também não levei a mal, uma vez que sonhar ainda não é crime e ela até trabalha para se sustentar. Se quer gastar 3000 eur numa mala, desde que não o tenha roubado, o problema é dela. Também não gosto que me venham dizer como gastar o meu dinheiro, uma vez que não o pedi a ninguém, trabalho para o ter e privo-me de muitas coisas, para que o essencial não falte.
Agora, as palavras do sr. Ulrich, essas já me ofendem. É um presidente de um banco com apoios do estado, logo que usa o meu dinheiro, que teve lucros exorbitantes e que ainda não pagou ao estado o empréstimo (diz que vai), que ganha balúrdios de dinheiro ao fim do ano, e que se vem comparar aos sem-abrigo que o são por falta de alternativa. Não gostei.  Se calhar estou a interpretar mal as palavras dele, mas não me parece.

30 de janeiro de 2013

Diário de uma criança à beira do nervoso miudinho - Eduardo Sá

Vi este texto na net e posso dizer que fiquei mal-disposta. Infelizmente revi-me em muitas situações que são aqui mencionadas e fiquei muito triste por pensar que os meus filhos se podem sentir assim. É muito importante tentarmos ver as coisas pela perspectiva deles. Para mim, é mais um alerta para mudar de atitude! O texto é longo, mas vale a pena ler!

"Diário de uma criança à beira do nervoso miudinho - Eduardo Sá

  Os pais não servem como despertador. Adormecem de manhã, como todos nós, mas, ao mesmo tempo que levantam a persiana e nos chamam «Meu querido» e coisas assim, querem que, entre a cara lavada e os cereais despachados, façamos dos 0 aos 100 em poucos... minutos.

Entretanto, como convém às pessoas ponderadas, e paramos de nos vestir para pensarmos na vida, eles sofrem de hiperatividade e, em jeito de ameaça, gritam qualquer coisa do género: «Eu juro que me vou embora, e deixo-te aqui!» (que era tudo o que eu mais queria!).

Os pais servem, também, para nos tirar a boa-disposição, antes do trabalho. Enquanto só não chamam «boas pessoas» a todos os senhores automobilistas que, segundo eles, estavam bem era dormir, ouvem (de meia em meia hora!) as mesmas notícias, atendem o telefone, olham 30 vezes para o relógio, melindram-se com a nossa cara de segunda-feira e, sempre que dizem, com voz de pateta: «Quem é o meu tesouro, quem é?», quem faz as contra-ordenações perigosas somos nós!

Os pais servem para imaginar que todas as crianças, ao chegarem à escola, são campeãs de felicidade.

E que nunca nos apetece mandar a nossa professora para a... biblioteca, de castigo, enquanto ela pensa se não será feio mentir (sempre que grita connosco, quando garante, aos nossos pais, que é só doçuras e meiguices...).

Os pais servem, também, para nos ir buscar à escola. E nisso escapam! Mas, independentemente de nos apetecer limpar o pó ao mundo, perguntam (todos os dias!): «Correu bem a escola? e O que foi o almoço?», com tantos pormenores, e no meio de tanta inquietação, que nos provocam brancas e nos levam ao stresse.

Os pais servem para nos deixar nos tempos livres. E, quando pensávamos que podíamos brincar à vontade, (ou não são os tempos... livres?) descobrimos que eles só podem ter sido levados ao engano porque, afinal, nos obrigam a estar, mais uma vez, quietos e calados. E, pior, quando estamos prontos a pedir o livro de reclamações, ora nos castigam com trabalhos de casa ora nos põem, sentadinhos, a ver os mesmos desenhos animados tantas vezes, que nós achamos que isso deve servir para aprendermos a contar até... 100.

Mas os pais servem, também, para trabalhar para a nossa formação desportiva e para o lazer. Quando chegamos à natação, gritam quando não nos queremos despir ali, à frente de toda a gente. Acham que não podemos brincar nem nos balneários nem na piscina. E gritam, outra vez, quando insistimos que os avós e os acompanhantes das outras crianças não deviam saber em que preparos viemos ao mundo.

Os pais servem, também, para zurzir no nosso lado bem-disposto, quando (de regresso ao carro) nos mandam cumprimentar a prima Maria da Glória que, em vez de nos dizer «Olá», delicadamente e com maneiras, nos esborracha contra ela e nos lambuza e, enquanto nos despenteia, duma ponta à outra, nos ofende, de cada vez que diz: «Ai, meu filho, o teu rapaz está tão crescido!....» (Meu filho?... Mas o pai bateu com a cabeça? Então, maltratam-lhe o filho, em vez de lhe darem um beijo transformam-no em algodão doce, e ele, ainda por cima, sorri e agradece?...)

Quando, finalmente, entramos em casa e estamos prontos para descansar, os pais servem para nos dizer, contra todas as nossas expectativas: «Primeiro, fazes os trabalhos de casa. Só depois brincas».

E servem para azedar a nossa boa disposição quando, logo a seguir, tratam, como se fosse contrafação, os pacotes de leite, as embalagens de bolachas e as caixinhas com os presentes da Happy Meal que, carinhosamente, tínhamos a dormir ao pé de nós.

Os pais servem para escandalizar, todos os dias, a nossa paciência, ao jantar. Começam por nunca respeitar o nosso: «Já vou!». Vendem-se à publicidade enganosa de cada vez que acham que a sopa de cenoura «faz os olhos bonitos». Servem-nos ervilhas e, carinhosamente (como quem não está muito seguro do produto que promove), chamam-lhe «bolinhas».

E nunca se cansam de nos dizer que a fruta faz bem!

E, quando o dia não pára de nos surpreender, os pais servem para dizer, todos os dias: «A partir de hoje... tu vais ver!».

E, sempre que estão chateados com o trabalho, para reclamar. Assim: «Ah queres fazer uma birra? Pois vamos ver quem faz a birra maior!...»

E, quando querem quebrar a monotonia dos nossos dias, os pais, servem para pronunciar com alma cada palavra, quando nos estragam com meiguices: «Qualquer dia... eu emigro! Para muito longe! E quero ver como é que vocês se safam!».

Com dias assim, em que o pai e a mãe fazem de Capitão Gancho, quem não se rende à canseira e adormece antes do fim de cada história? E quem é que não cede ao nervoso miudinho e não acorda, a meio da noite, com os nervos em franja? E quem é que não ficaria desolado, no meio de toda a energia renovável que eles têm, quando perguntam com quem estávamos a sonhar (e nós, não podendo dizer que era com eles), respondemos que temos medo é... do Papão!

Nós gostamos dos pais. Desconfiamos que eles imaginam que passam pouco tempo connosco mas, se for para isto, não temos coragem para os contrariar. Afinal, nós sabemos que todas as pessoas de coração grande têm a cabeça quente.

E nunca pomos em dúvida que só o amor importa. Só não entendemos porque é que os pais tenham de ser esta canseira!

E achamos que, desta maneira, eles nos fazem nervoso miudinho.

Eduardo Sá

in paisefilhos.pt "

16 de janeiro de 2013

Compro ou não compro? Não compro!

Estava eu aqui a visitar blogues que sigo, e vejo este livro


Cusca como sou, fui logo à procura dele.
1º só se vende no site da Burdastyle. Ok, fiz o registo.
2º custa 12,90€. Humm, será que vale a pena?
3º Ah, os portes são 7€. Eh lá..
4º Opções de pagamento: Visa ou Paypal. Posso usar o MBnet para fazer o pagamento, mas teria que ir à procura dos códigos e registar não sei onde e coisas e coisas.
5º Mas eu preciso mesmo do livro?? Deve ser giro, o preço do livro nem é caro (sem portes). E o número de páginas? Se calhar ainda me sai um folheto.
6º pensa bem, Cristina, com tanto livro e revista de costura que já herdaste (volta e meia a minha mãe faz limpeza às estantes), precisas mesmo deste?

'Tá decidido. Até porque os portes tiraram logo o encanto.

Coisas para começar o ano bem

Este ano ainda agora começou, mas já me trouxe muitas coisas novas. Demais. Acabei o ano e comecei o ano com problemas na vesícula e agora estou em casa com uma otite. Ia dizer que era a primeira da minha vida mas acabei de me lembrar que em criança tinha bastantes. Mas há mais de 30 anos que não tinha uma!
Depois de 3 dias de cama por causa da gripe e uma vez que isto não passava só com Brufen, lá fui à consulta para me passarem um antibiótico. Apesar de só ter sido atendida 1 hora depois da hora marcada, a médica foi uma simpática e recomendou-me que usasse pouco o ouvido. Doutora, eu tenho 2 crianças em casa. Como é possível usar pouco os ouvidos quando elas têm sempre o volume no máximo? E como também me afecta a garganta, mal consigo falar, quanto mais ralhar. Está aqui uma coisa jeitosa, está!

11 de janeiro de 2013