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2 de dezembro de 2013

Um susto e um motivo de orgulho

No passado sábado participei numa "venda de garagem" numa associação local. Levei algumas "ternuras" (mais tarde mostro aqui) que fiz para vender e como iria durar todo o dia, os meus filhos quiseram ir para casa da minha mãe.  A avó planeou logo um passeio com os netos "ao centro" da cidade, fazer umas compritas. Foram no "toma" (transporte urbano local) porque os miúdos adoram andar no "toma" e eu fui para a "venda".
A meio da manhã, o susto. Recebo um telefonema de uma senhora que dizia estar com duas crianças e que a avó das crianças tinha desmaiado na rua mas que já tinham chamado uma ambulância. Disse-me onde estavam e que tinha sido o meu filho a dar-lhe o meu número de telefone para me ligar. Larguei tudo (a sorte é que estava a dividir o meu espaço com uma amiga que ficou a tomar conta das minhas coisas) e fui buscá-los.
Quando cheguei, ainda lá estava a ambulância com a minha mãe lá dentro. Os paramédicos apressaram-se a garantir que a minha mãe já tinha recuperado e perguntaram-me se era habitual acontecer isto e eu respondi que já se tem sentido mal mas que nunca tinha chegado a desmaiar. Disseram-me que os níveis (açúcar, tensão) estavam normais e que ela não queria ir para o hospital. Nessa altura ela já me dizia que se sentia bem e que queria ir para casa.
A senhora que me ligou também lá estava, assim como outro casal que cuidou dos meus filhos. Eu agradeci e agradeci mas acho que nunca se agradece o suficiente. Contaram-me que a avó se sentou e desmaiou e que os dois estavam a tentar levantá-la. Cada vez que imagino, fico com o coração mais apertado. As pessoas viram aquilo e aproximaram-se para ajudar. Chamaram a ambulância e o meu filho deu-lhes o meu número de telefone para me ligarem. E estavam todos admirados como ele, tão pequeno, sabia de cor o meu número. Expliquei que ele, de vez em quando, quando preciso de sair para ir às compras ou com a irmã à natação, pede-me para ficar em casa, sozinho. Deixo-o, não sem alguma preocupação, mas com uma lista dos números de telefone da mãe, do pai, da avó, para o caso de ele precisar de alguma coisa e uma lista de recomendações "não abrir a porta a ninguém", "não ir para a varanda ou janela", "é como se não estivesses em casa". Entretanto ele decorou o meu número e já não precisa da lista.
Há pessoas que podem pensar que sou uma desnaturada por deixar uma criança de 8 anos sozinha em casa, mas acho que, com os devidos cuidados, é bom começar a dar-lhe alguma autonomia. Aprende a não estar tão dependente de mim e, numa situação de emergência, não entra logo em pânico e consegue ter lucidez para dar o meu número de telefone a alguém para me chamar. É claro que fiquei muito orgulhosa dele. Lá estava ele, o meu homenzinho, a segurar a mão da irmã, a cuidar dela. O meu pequeno herói.
Depois de assinar os papéis  necessários, levei-os a todos de volta à casa da minha mãe. Não quiseram ir para casa, apesar de o pai lá estar, mas a trabalhar. Em casa da avó era mais divertido e ficava a dois passos da minha "venda".
O que aconteceu com a minha mãe é que ela não pode ficar muito tempo sem comer. Quando isso acontece, começa a sentir-se fraca e cansada e tem que comer qualquer coisa. Em casa, senta-se um pouco até recuperar e depois vai comer. Quando saio com ela ou vou com ela às compras, levo sempre um pacote de bolachas porque já sei que assim que acabamos a ronda num supermercado, ela precisa de comer apesar de não se queixar. São 82 anos e a idade não perdoa. Contou-me mais tarde, no sábado, que tinha ido a um sítio, depois voltou atrás e subiu e desceu escadas e que só queria voltar para casa para, então, comer qualquer coisa. Mas cansou-se muito e não aguentou.
Depois disse-me que apesar de gostar muito de sair com os netos, não o vai fazer mais. A única preocupação dela enquanto se sentia a ir abaixo, eram os netos que iam ficar sozinhos no meio da rua. Se por um lado concordo com ela, por outro também penso que, estando lá o neto, conseguiram avisar-me e fui buscá-los. Mas nem consigo imaginar a aflição das crianças. Pode ser que assim ela se habitue a ter umas bolachas na mala e o telemóvel para pedir ajuda.
E assim se passa um sábado...
Espero que o,vosso tenha sido "menos animado".

22 de julho de 2013

Coisas de cabelos cortados

No sábado, mais uma vez, ouvi a frase "Daniel, tenho que te dar dinheiro para ires cortar o cabelo?". Isto foi o meu pai, mais uma vez, a chamar-me a atenção para o cabelo do meu filho, que já estava enorme. Ora, o meu problema, felizmente, não é a falta do dinheiro para cortar o cabelo ao rapaz, mas sim a falta de tempo para o levar a algum sítio com profissionais que cortem cabelo, barbeiro ou cabeleireiro. E foi isso mesmo que respondi ao meu pai, levando o assunto na desportiva e com bom humor. Chegados a casa, já fora de horas para ir à minha cabeleireira, peguei na máquina de cortar cabelo (comprada há alguns anos quando o meu cliente ainda não era esquisito e não pedia poupas e penteados à futebolista com gel) e cá vai disto. Pente 3 na cabeça toda. Só digo que na cabeleireira é mais fácil, o número de queixas "tenho comichão no pescoço" é nulo, o trabalho de limpar todo o cabelo é dela e não meu e o trabalho fica sempre muito melhor. Mas no fim, o cliente ficou todo contente e isso é o que me importa.
No sábado, então, foi dia de cortar o cabelo ao Daniel. Está carequinha e tão giro. Vai ser uma surpresa para os avós quando o virem.
Mas o corte de cabelo do Daniel tem mais que se lhe diga. É que no fim, a irmã lembrou-se que também queria cortar o cabelo. "Mas Sara, a mãe cortou-te a franja a semana passada". "Mas eu quero cortar AGORA igual ao mano!" , "Sara, o mano está careca! Também queres ficar careca??" "SIIIIMM!!", "Mas depois não podes usar os ganchos e as bandoletes!", "NÃO FAZ MAL!"
Depois de muito choro e bate-pé (nova moda) em que estive quase, quase a cortar-lhe o cabelo à escovinha, lá se resignou a ir cortar o cabelo sim, mas na cabeleireira, quando a mãe for.
Ai, gente pequena!

23 de maio de 2013

Hoje o meu filho faz anos e é dia de festa!!


E já se passaram 8 anos. Cada vez que olho para ele fico admirada como o tempo passa. Está um homenzinho, desenrascado, despachado, prestável, independente. E feliz. Espero que continue assim.



8 de maio de 2013

Ainda as princesas...

À noite, em casa, diz-me a minha filha:
"Olha mãe, afinal quero um bolo das princesas porque eu sou uma princesa"

O que vale é que é só em Junho, até lá ainda pensamos noutra coisa qualquer...

Por agora temos o aniversário do mano daqui a 2 semanas.

7 de maio de 2013

Coisas de princesas

Conversa com a minha filha que vai fazer 4 anos:
-"Então, filhota, queres um bolo das princesas para os teus anos"

-" Não, quero um bolo "monster high"!"


Pronto, agora as princesas são outras...

24 de abril de 2013

Temos moradores novos cá em casa. São 10, pequeninos em tamanho mas grandes na sua espécie. Comem que só visto e vivem numa caixa de sapatos. Já cá estão desde 6ª feira. Era para terem vindo na 5ª mas ficaram esquecidos pelo "pai" na escola. Agora, a preocupação cá em casa é "onde arranjar folhas de amoreira"? Já adivinharam? Isso, cá em casa moram bichinhos da seda. O que vou fazer com eles? Não faço ideia. Deixo continuar a criação? Não me parece. Isso de as fêmeas porem centenas de ovos não me parece boa notícia (para mim). Lá chegaremos. Por enquanto, já descobri onde há amoreiras aqui no burgo e se quiserem saber quem sou eu, sou a maluca ao saltos na avenida para chegar às folhas!!
Fazemos cada figura triste pelos filhos!

17 de abril de 2013

Ontem fiz anos e esta foi a prenda dos meus filhos:


Obrigada, coisas boas da mãe :) :)

2 de abril de 2013

Coisas que eu faço... para os filhos

Vi a ideia na net, não me lembro onde:


1 caixa de marcadores

1 caixa vazia e rolos de papel higiénico

Papel de embrulho, cola

"Este macadói vai p'aqui, este macadói vai p'aqui, este macadói vai p'aqui, ..." (a mãe já volta para tirar a foto final)

Tcharam...

7 de março de 2013

Coisas de crianças e sopa

Quando a barriga da sopa está cheia (porque também há a barriga do jantar que às vezes enche logo e a barriga da sobremesa que está sempre vazia, sem falar da barriga do iogurte, do chocolate, etc.), começam as negociações:
-Não quero mais sopa...
- Só mais duas colheres!
- Já comi as duas colheres...
- Não vi! Repete para eu ver.
- ...
- Foram duas colheres muito mal cheias, não tinham sopa nenhuma! Vá, mais duas colheres bem cheias (já conto 6 ou estou enganada?)

Lá em casa são só mais duas colheres para acabar a sopa, mas têm que ser bem cheias e como a mãe está sempre a olhar para outro lado nem sempre vê se está bem cheia e tem que se repetir... Mas são só mais duas...
Eu vou parar ao inferno por estar a enganar as crianças!!!

30 de janeiro de 2013

Diário de uma criança à beira do nervoso miudinho - Eduardo Sá

Vi este texto na net e posso dizer que fiquei mal-disposta. Infelizmente revi-me em muitas situações que são aqui mencionadas e fiquei muito triste por pensar que os meus filhos se podem sentir assim. É muito importante tentarmos ver as coisas pela perspectiva deles. Para mim, é mais um alerta para mudar de atitude! O texto é longo, mas vale a pena ler!

"Diário de uma criança à beira do nervoso miudinho - Eduardo Sá

  Os pais não servem como despertador. Adormecem de manhã, como todos nós, mas, ao mesmo tempo que levantam a persiana e nos chamam «Meu querido» e coisas assim, querem que, entre a cara lavada e os cereais despachados, façamos dos 0 aos 100 em poucos... minutos.

Entretanto, como convém às pessoas ponderadas, e paramos de nos vestir para pensarmos na vida, eles sofrem de hiperatividade e, em jeito de ameaça, gritam qualquer coisa do género: «Eu juro que me vou embora, e deixo-te aqui!» (que era tudo o que eu mais queria!).

Os pais servem, também, para nos tirar a boa-disposição, antes do trabalho. Enquanto só não chamam «boas pessoas» a todos os senhores automobilistas que, segundo eles, estavam bem era dormir, ouvem (de meia em meia hora!) as mesmas notícias, atendem o telefone, olham 30 vezes para o relógio, melindram-se com a nossa cara de segunda-feira e, sempre que dizem, com voz de pateta: «Quem é o meu tesouro, quem é?», quem faz as contra-ordenações perigosas somos nós!

Os pais servem para imaginar que todas as crianças, ao chegarem à escola, são campeãs de felicidade.

E que nunca nos apetece mandar a nossa professora para a... biblioteca, de castigo, enquanto ela pensa se não será feio mentir (sempre que grita connosco, quando garante, aos nossos pais, que é só doçuras e meiguices...).

Os pais servem, também, para nos ir buscar à escola. E nisso escapam! Mas, independentemente de nos apetecer limpar o pó ao mundo, perguntam (todos os dias!): «Correu bem a escola? e O que foi o almoço?», com tantos pormenores, e no meio de tanta inquietação, que nos provocam brancas e nos levam ao stresse.

Os pais servem para nos deixar nos tempos livres. E, quando pensávamos que podíamos brincar à vontade, (ou não são os tempos... livres?) descobrimos que eles só podem ter sido levados ao engano porque, afinal, nos obrigam a estar, mais uma vez, quietos e calados. E, pior, quando estamos prontos a pedir o livro de reclamações, ora nos castigam com trabalhos de casa ora nos põem, sentadinhos, a ver os mesmos desenhos animados tantas vezes, que nós achamos que isso deve servir para aprendermos a contar até... 100.

Mas os pais servem, também, para trabalhar para a nossa formação desportiva e para o lazer. Quando chegamos à natação, gritam quando não nos queremos despir ali, à frente de toda a gente. Acham que não podemos brincar nem nos balneários nem na piscina. E gritam, outra vez, quando insistimos que os avós e os acompanhantes das outras crianças não deviam saber em que preparos viemos ao mundo.

Os pais servem, também, para zurzir no nosso lado bem-disposto, quando (de regresso ao carro) nos mandam cumprimentar a prima Maria da Glória que, em vez de nos dizer «Olá», delicadamente e com maneiras, nos esborracha contra ela e nos lambuza e, enquanto nos despenteia, duma ponta à outra, nos ofende, de cada vez que diz: «Ai, meu filho, o teu rapaz está tão crescido!....» (Meu filho?... Mas o pai bateu com a cabeça? Então, maltratam-lhe o filho, em vez de lhe darem um beijo transformam-no em algodão doce, e ele, ainda por cima, sorri e agradece?...)

Quando, finalmente, entramos em casa e estamos prontos para descansar, os pais servem para nos dizer, contra todas as nossas expectativas: «Primeiro, fazes os trabalhos de casa. Só depois brincas».

E servem para azedar a nossa boa disposição quando, logo a seguir, tratam, como se fosse contrafação, os pacotes de leite, as embalagens de bolachas e as caixinhas com os presentes da Happy Meal que, carinhosamente, tínhamos a dormir ao pé de nós.

Os pais servem para escandalizar, todos os dias, a nossa paciência, ao jantar. Começam por nunca respeitar o nosso: «Já vou!». Vendem-se à publicidade enganosa de cada vez que acham que a sopa de cenoura «faz os olhos bonitos». Servem-nos ervilhas e, carinhosamente (como quem não está muito seguro do produto que promove), chamam-lhe «bolinhas».

E nunca se cansam de nos dizer que a fruta faz bem!

E, quando o dia não pára de nos surpreender, os pais servem para dizer, todos os dias: «A partir de hoje... tu vais ver!».

E, sempre que estão chateados com o trabalho, para reclamar. Assim: «Ah queres fazer uma birra? Pois vamos ver quem faz a birra maior!...»

E, quando querem quebrar a monotonia dos nossos dias, os pais, servem para pronunciar com alma cada palavra, quando nos estragam com meiguices: «Qualquer dia... eu emigro! Para muito longe! E quero ver como é que vocês se safam!».

Com dias assim, em que o pai e a mãe fazem de Capitão Gancho, quem não se rende à canseira e adormece antes do fim de cada história? E quem é que não cede ao nervoso miudinho e não acorda, a meio da noite, com os nervos em franja? E quem é que não ficaria desolado, no meio de toda a energia renovável que eles têm, quando perguntam com quem estávamos a sonhar (e nós, não podendo dizer que era com eles), respondemos que temos medo é... do Papão!

Nós gostamos dos pais. Desconfiamos que eles imaginam que passam pouco tempo connosco mas, se for para isto, não temos coragem para os contrariar. Afinal, nós sabemos que todas as pessoas de coração grande têm a cabeça quente.

E nunca pomos em dúvida que só o amor importa. Só não entendemos porque é que os pais tenham de ser esta canseira!

E achamos que, desta maneira, eles nos fazem nervoso miudinho.

Eduardo Sá

in paisefilhos.pt "

27 de novembro de 2012

Cedo piaste, mãe

Ao mudar os lençóis da cama da minha filha, pensei que se calhar já é altura de tirar o lençol de resguardo, aquele plastificado que se põe nas camas das crianças pequenas, porque desde que deixou de usar fraldas, se fez xixi na cama 3 vezes, foi muito. Sempre que sente vontade de noite, chama-me para a levar à casa de banho (de dia vai muito bem sozinha). Mas fiz a cama e deixei o lençol.
Às 5 horas desta madrugada, acordo com ela a chamar-me, levanto-me logo, chego ao quarto e encontro-a de pé em cima da cama. Assim que me olha para mim (acho que não me viu) baixa-se e começa a fazer na cama. Nãaaoo!! Assim que peguei nela parou de fazer, por isso foram só umas pinguinhas. Como o lençol e o edredão estavam dobrados dela se levantar, o estrago não foi grande, dobrei esse bocado e virei para os pés da cama e tapei-a com a outra ponta do lençol. Hoje de manhã foi tudo a lavar.
Mas porque é que é que eu fui pensar no raio do xixi na cama? Afinal é melhor deixar o lençol de resguardo.

22 de novembro de 2012

O meu filho e a escola

Ontem houve reunião de pais na escola do meu filho para apresentação do plano curricular para este ano lectivo. Falou-se do que se vai fazer, quais são as linhas orientadoras para este ano, o que o ministério da educação quer que as crianças aprendam, etc.
Houve troca de ideias, opiniões (às vezes sinto-me uma extra-terrestre porque fico pasmada com as confusões que certos pais arranjam e problemas que inventam, enfim).
Mas o melhor foi saber que o meu filho adora a escola. E deixou isso escrito num painel afixado a propósito do aniversário da escola que foi festejado há dias. Foi pedido aos meninos que escrevessem porque gostam da escola. E o meu filho, do alto da sua experiência de 7 anos de vida, escreveu que "adoro a minha escola, porque foi nela que me fiz homem"!!!
Tomara que sim filho, tomara que a escola te dê as bases necessárias para que possas ser um homem feliz, realizado, respeitado.

16 de novembro de 2012

14 passos a seguir antes de decidir ter filhos



Teste 1: Preparação
Mulheres: preparação para a gravidez
1. Vista um roupão e coloque um saco de feijões à frente.
2. Deixe ficar.
3. Passados 9 meses retire 15% dos feijões.

Homens: preparação para os filhos
1. Vá à farmácia, esvazie o conteúdo da sua carteira no balcão e diga ao farmacêutico para fazer o que quiser com o dinheiro.
2. Vá ao supermercado e combine uma fora de o seu salário ser pago directamente para a conta bancária deles.
3. Vá para casa. Pegue no jornal e leia-o pela última vez.

Teste 2: Conhecimento
Escolha um casal que já tenha filhos e critique-os sobre os seus métodos de disciplina, falta de paciência, níveis baixíssimos de tolerância e sobre como permitem que os filhos corram como selvagens.
Sugira formas para melhorarem os hábitos de sono dos filhos, treino do bacio, maneiras à mesa e comportamento em geral.
Aproveite. Será a última vez na sua vida em que terá todas as respostas.

Teste 3: Noites
Para descobrir como serão as suas noites:
1. Passeie pela sala de estar entre as 17h e as 22h carregando um volume com cerca de 4 a 6 kg, com o rádio mal sintonizado (ou outro som insuportável) bem alto.
2. Às 22h pouse o saco, ponha o alarme para a meia noite e volte a dormir.
3. Levante-se às 23h e ande com o saco na sala de estar até à 1h da manhã.
4. Ponha o alarme para as 3 da manhã.
5. Como não consegue voltar a adormecer, levante-se às 2h da manhã e faça uma chávena de chá.
6. Deite-se às 2h45.
7. Levante-se novamente às 3h, quando o alarme tocar.
8. Cante no escuro até às 4h.
9. Ponha o alarme para as 5h da manhã. Levante-se quando tocar.
10. Faça o pequeno almoço.
Mantenha esta rotina durante 5 anos. Aparente estar cheia de energia!

Teste 4: Vestir crianças pequenas
1. Compre um polvo vivo e um saco de atilhos.
2. Tente colocar o polvo dentro do saco de forma a que não saiam braços
3. Complete esta tarefa em 5 minutos.

Teste 5: Carros
1. Esqueça o BMW. Compre uma carrinha de 5 portas.
2. Compre um cone de gelado de chocolate e coloque-o no porta-luvas. Deixe-o lá ficar.
3. Pegue numa moeda e coloque-a no Leitor de CDs.
4. Pegue numa embalagem de bolachas de chocolate e esmague-as no banco de trás.
5. Passe um ancinho ao longo dos dois lados do carro.

Teste 6: Passeio a pé
1. Espere.
2. Vá para a porta da frente.
3. Volte atrás.
4. Saia.
5. Volte para dentro novamente.
6. Saia novamente.
7. Desça as escadas.
8. Volte a subir as escadas.
9. Volte a descer.
10. Ande 5 minutos muito devagar.
11. Pare, inspeccione bem à volta e faça pelo menos 6 perguntas sobre cada pastilha elástica usada, papel sujo ou insecto morto que encontrar no caminho.
12. Retrace os seus passos.
13. Grite que já aguentou tudo o que podia até que os vizinhos venham cá fora ver.
14. Desista e volte para casa.
Agora está preparada para levar uma criança pequena a passear.

Teste 7: Conversas com crianças
Repita tudo o que diz pelo menos 5 vezes.

Teste 8: Compras
1. Vá ao supermercado. Leve consigo o mais parecido com uma criança em idade pré-escolar que encontrar – uma cabra adulta, por exemplo. Se tenciona ter vários filhos, leve mais do que uma cabra.
2. Faça as compras da semana sem perder a(s) cabra(s) de vista.
3. Pague tudo o que a(s) cabra(s) comerem ou destruírem.
Só deverá considerar ter filhos depois de conseguir fazer isto facilmente.

Teste 9: alimentar um bebé de 1 ano
1. Esvazie um melão.
2. Faça um buraco pequeno de lado.
3. Pendure o melão no tecto e balance-o.
4. Pegue numa taça de cornflakes ensopados em leite e tente enfiá-los à colherada no melão irrequieto, enquanto finge que é um avião.
5. Continue até que metade dos cornflakes desapareça.
6. Cole o que restar no seu colo, certificando-se de que uma grande parte cai no chão.

Teste 10: TV
1. Aprenda os nomes de todos os personagens dos Wiggles, Barney, Teletubbies e Disney (no nosso caso é mais dos Gormitis, Scan2Go, Super Heróis, etc).
2. Veja apenas isso na Televisão durante pelo menos 5 anos.

Teste 11: Desarrumação
Consegue aguentar a desarrumação das crianças? Descubra se sim ou não.
1. Espalhe manteiga no sofá e compota nas cortinas.
2. Esconda um peixe por trás da aparelhagem e deixe-o lá o verão inteiro.
3. Enfie os dedos na terra dos vasos e a seguir esfregre-os nas paredes.
4. Esvazie todas as gavetas, prateleiras e caixas da casa para o chão e siga para o passo 5.
5. Aleatoriamente, leve objectos de uma sala para a outra e deixe-os lá.

Teste 12: Viagens longas com crianças
1. Faça uma gravação de alguém a repetir bem alto “Mãe”. Importante: não deve deixar mais de 4 segundos de intervalo entre cada “Mãe”. Inclua ocasionalmente um crescendo na voz até um nível supersónico.
2. Ponha esta gravação a tocar no carro, sempre que for a algum lado, nos próximos 4 anos.
Está preparado para fazer uma viagem longa com uma criança.

Teste 13: Conversas
1. Comece a falar com um adulto à escolha.
2. Peça a alguém para continuamente puxar a sua saia ou manga da camisa, enquanto toca a gravação “Mãe” referida acima.
Está preparada para ter uma conversa com um adulto com uma criança na sala.

Teste 14: Preparar-se para o trabalho
1. Escolha um dia em que tenha uma reunião importante.
2. Vista o seu melhor fato de trabalho
3. Pegue numa chávena de natas e junte um copo de sumo de limão.
4. Mexa bem.
5. Entorne metade na sua saia.
6. Ensope uma toalha com o resto da mistura
7. Tente limpar a saia com essa toalha.
8. Não mude de roupa (não tem tempo).
9. Vá para o trabalho.

Já está pronta para ter filhos. Aproveite!!!!

Quem já tem, diga lá se não é muito parecido??

25 de outubro de 2012

O aniversário da princesa

E ainda não tinha mostrado o bolo que fiz para a minha princesa, que fez 3 anos em Junho!
Desta vez, e com calma, consegui desenhar uma Minnie que se parece com a Minnie.


Para ser diferente, fiz 2 bolos: o de baixo é Bolo de Natas e o de cima é Bolo de Mousse de Chocolate (a receita está aqui).


Para partilhar com os coleguinhas da creche, no dia seguinte, fiz outra vez o Bolo de Vinagre, recheado com leite condensado cozido. Enfeitei com natas vegetais às quais juntei um pouco de corante para ficar cor-de-rosa. O tema teve que ser a Minnie outra vez, com o Pluto. Havia um Mickey que ficou perdido em casa...


Para oferecer aos amigos, em vez dos habituais rebuçados e gomas, fiz umas bolachinhas de chocolate que os meus filhos adoram.


Aqui estão elas dentro de saquinhos para oferecer


Em breve coloco aqui as receitas do bolo de Natas e das bolachinhas, ok?

7 de setembro de 2012

O regresso à escolinha

Ainda não contei como foi o regresso dos meus filhos à vida escolar porque, com as correrias todas, ainda não houve tempo. Não há muito para contar, porque correu às mil maravilhas. Sarita começou no jardim, na mesma sala e com as mesmas educadoras que foram do irmão. Para mim é mais fácil porque já as conheço e elas a mim e assim não há surpresas (espero). Como ficou com muitos dos colegas da creche, a transição foi mais fácil. O irmão vai lá muitas vezes visitá-la porque é um mano-galinha e tem sempre que ver como está a "minha (sua) pequenita". Em casa andam às turras, mas isso não interessa nada.
O Daniel está no ATL até começarem as aulas mas todos os dias pergunta se já pode levar a mochila com os livros novos. Seria tão bom se este entusiasmo se mantivesse o ano todo...
Tenho ido buscá-los todos os dias porque a minha mãe ainda está no hospital e não quero sobrecarregar o meu pai tanto tempo com os netos (apesar de ele adorar). Assim, saio do trabalho, vou buscá-los à escola, deixo-os com o avô que já tem o lanche a jeito para eles, vou ao hospital e depois vou buscá-los para irmos para casa.
Para a semana começam as aulas e o meu homenzinho já vai para o 2º ano. Está um crescido.
Coisas mai ricas da mãe.

5 de agosto de 2012

Uma questão de interpretação...

Daniel: "Mãaaeee, a Sara está a dar-me pontapés!!!"
Sara: "Não estou nada. Estou a fazer festinhas ao mano!"

Com os pés...

16 de julho de 2012

E hoje o Daniel quis levar a sua escavadora nova para a escola.
A irmã também quis levar um brinquedo.
Nos outros dias tem levado bonecas ou puzzles ou livros, mas hoje apeteceu-lhe uma coisa diferente. Levou o camião do lixo!!


13 de julho de 2012

A 1ª compra do meu filho

E ontem o Daniel conseguiu comprar o seu primeiro brinquedo, com o dinheiro que juntou durante várias semanas. Pelo meio, a avó decidiu também contribuir, já que ele ajuda sempre alguma coisa lá em casa, o que ajudou a atingir o objectivo mais depressa.
E assim, o rapaz já tem a sua escavadora de sonho.
 E se eu pensava que a vontade de trabalhar para ganhar dinheiro acabava com a primeira compra, enganei-me. Agora está a juntar dinheiro para o "camião da mina" que faz parte da colecção. E também para comprar um frasco de champô para mim, porque conseguiu esvaziar num banho só, um frasco que ainda me dava para uma semana, à vontade. 

14 de junho de 2012

O Daniel, o dinheiro e as tarefas para ganhar dinheiro

Sempre que saio com o Daniel, ele pede para lhe comprar um brinquedo. Eu adoraria poder comprar-lhe um brinquedo sempre que saímos mas, além de sair caro, acho que é um mau hábito que se cria.
No dia 1 de Junho, saí com os dois piquenos e demos uma volta pela cidade, aproveitando as várias actividades que havia nesse dia. Um dos pontos de visita foi a loja de brinquedos de uma amiga e que é sempre paragem obrigatória, mais não seja para eu conversar um pouco e eles namorarem os brinquedos que lá se vendem. Estas visitas são sempre acompanhadas de muitos nãos e por isso são raras.
Nesse dia, e por ser dia da criança, acedi em comprar um brinquedo para cada um. Escolhemos juntos umas peças mais em conta, porque o orçamento tem que ser dividido pelos dois irmãos. Mas o Daniel queria um brinquedo mais caro. E eu disse que não. Ele estava muito contente com o brinquedo novo, mas preferia o outro porque era maior, porque tinha isto e aquilo e etc. Mas contentou-se com aquele porque ou era aquele ou nenhum (que mãe tão ruim).
Já em casa, perguntou-me porque é que eu não lhe tinha comprado o outro brinquedo e eu, mais uma vez, respondi que o outro é caro, que o dinheiro não é para gastar assim à toa, que ele tem que poupar o dinheiro que recebe de vez em quando (aniversário, natal, arrumar carrinho das compras) para depois poder comprar o que quer.
Resumindo a conversa que se seguiu, o Daniel propôs que eu lhe pagasse para ele fazer algumas tarefas em casa. Negociámos e chegamos a uma lista de 4 tarefas diárias que ele tem que cumprir senão não recebe:
- fazer a cama quando se levanta (é só "puxar as orelhas" e já está)
- pôr a mesa ao jantar (e ao almoço aos fins-de-semana)
- manter o quarto arrumado
- deixar a sala arrumada antes de ir para a cama (inclui arrumar os brinquedos dele e da irmã, apanhar os papéis, etc)
Fizemos uma tabela com as tarefas e com os dias da semana e ele vai assinalando conforme vai cumprindo.
Por estas 4 tarefas pago-lhe 1 euro por dia, se falhar alguma não recebe e sou eu ou o pai a avaliar a arrumação. Parece pouca coisa, mas quem tem filhos pequenos sabe que manter o quarto e a sala livres de brinquedos é tarefa muito complicada. Não quero dizer com isto que os miúdos não podem brincar, muito pelo contrário, eles podem brincar e desarrumar o que quiserem desde que no fim arrumem.
Ele também propôs lavar a loiça, mas como tenho máquina de lavar loiça e o que lavo à mão geralmente são os tachos e as facas de cozinha, essa seria uma tarefa mais difícil de cumprir. Por isso é considerada um extra e nos dias que ele consegue lavar a loiça recebe mais 50 cêntimos.
Mas o meu menino é um espertalhão e ao fim de uma semana em que só conseguiu lavar uma vez a loiça, decidiu começar a arrumar a loiça lavada da máquina e a arrumar na máquina a loiça suja. Todos os dias tem recebido o extra! Só pela iniciativa, merece!
Entretanto conseguiu juntar 9 euros, uma fortuna para ele. No sábado fomos às compras e ele pediu-me para irmos outra vez à loja de brinquedos para comprar o brinquedo que ele queria desde a semana anterior. Quando lá chegou, viu que ainda não tinha dinheiro suficiente, mas como estava tão entusiasmado tinha que comprar alguma coisa. E escolheu uma caixa de Legos de 8 euros. Depois de pagar e ver que só ficava com 1 euro, é que ele viu o que acontece ao dinheiro. Ficou muito contente com os Legos, mas muito triste por não ter dinheiro outra vez.
Agora nem fala em ir comprar o que quer que seja e se me pede qualquer coisa e eu lhe digo que ele tem o dinheiro dele, diz logo que não pode gastar porque está a juntar para comprar "aquela" escavadora que está lá na loja e que custa mais de um mês de trabalho.

5 de junho de 2012

Coisas de cantorias

Estamos numa festinha de aniversário e a Sara já está cansada e pede colinho. Eu pego nela ao colo e começo a cantar o "Cavalinho de papel", baixinho, ao ouvido dela, que sei que ela gosta.
"Mãe, não cantes que assustas as pessoas"
Ok, cantorias da mãe só em privado...