Quando Isabel Jonet disse que tínhamos de nos convencer que não podíamos comer bife todos os dias, não me ofendi apesar de não comer bife todos os dias. Percebi o que ela quis dizer, o país estava habituado a viver acima das suas possibilidades, não eu, não tu, ninguém em específico, mas muita, muita gente, senão não haveria o problema do sobreendividamento das famílias.
Quando a "Pepa" disse que gostaria de ter uma mala Chanel, também não levei a mal, uma vez que sonhar ainda não é crime e ela até trabalha para se sustentar. Se quer gastar 3000 eur numa mala, desde que não o tenha roubado, o problema é dela. Também não gosto que me venham dizer como gastar o meu dinheiro, uma vez que não o pedi a ninguém, trabalho para o ter e privo-me de muitas coisas, para que o essencial não falte.
Agora, as palavras do sr. Ulrich, essas já me ofendem. É um presidente de um banco com apoios do estado, logo que usa o meu dinheiro, que teve lucros exorbitantes e que ainda não pagou ao estado o empréstimo (diz que vai), que ganha balúrdios de dinheiro ao fim do ano, e que se vem comparar aos sem-abrigo que o são por falta de alternativa. Não gostei. Se calhar estou a interpretar mal as palavras dele, mas não me parece.
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